China

Criança de cinco anos é resgatada de máquina de pegar ursinhos, na China

Bombeiros agiram rapidamente para libertar menino que entrou na máquina de brinquedos e ficou preso

China
Foto: Viral Press/ REUTERS
Uma criança de cinco anos foi resgatada por bombeiros após uma inusitada aventura em uma máquina de pegar ursinhos de pelúcia, em Fuquan, na província de Guizhou, sudoeste da China, em 12 de setembro. O incidente mobilizou os bombeiros, que chegaram ao local após receberem um chamado angustiante dos pais da criança.

Imagens registradas por celulares mostram os bombeiros chegando ao local, onde a criança ainda segurava um dos ursinhos de pelúcia que pegou na máquina. Segundo a mídia local, o menino entrou na máquina pela saída de prêmios, depois de notar a caixa de vidro repleta de brinquedos. No entanto, devido à natureza unidirecional da porta da máquina, ele ficou preso e começou a gritar por ajuda.
Uma pessoa que testemunhou a situação tentou encontrar o dono da máquina, mas a chave do equipamento não foi localizada. O menino, visivelmente assustado e chorando, foi consolado pelos bombeiros.
Para resgatar a criança com segurança, os bombeiros usaram uma chave de fenda para remover a trava do gabinete de vidro da máquina. Após cerca de cinco minutos, o menino conseguiu deslizar para fora, sem ferimentos graves.
Após o resgate bem-sucedido, os bombeiros enfatizaram a importância de os pais sempre supervisionarem seus filhos em áreas de entretenimento e de proporcionarem educação em segurança para evitar incidentes semelhantes.

Reunião Interministerial

Brasil se beneficia com mudança de perfil econômico da China, fortalecendo parcerias e investimentos

Reunião interministerial destaca oportunidades de colaboração e investimentos entre Brasil e China para impulsionar setores-chave da infraestrutura.

Reunião Interministerial
Foto: José Cruz/AGB
A mudança de foco econômico na China tem gerado oportunidades significativas para o Brasil fortalecer sua colaboração bilateral e receber investimentos estratégicos. Durante a reunião preparatória para a 7ª Sessão Plenária da Comissão Sino-Brasileira de Alto Nível de Concertação e Cooperação (Cosban), autoridades brasileiras ressaltaram as perspectivas de investimentos chineses em infraestrutura e outros setores, destacando o potencial de benefícios mútuos.
Um dos setores prioritários para investimentos chineses é a infraestrutura, considerando o interesse da China em garantir suprimentos alimentares a preços acessíveis para atender sua vasta população de mais de 1,4 bilhão de habitantes. O Ministro dos Transportes, Renan Filho, ressaltou a correlação entre investimentos públicos e a capacidade de atrair investimentos privados, enfatizando a importância de criar condições propícias para atrair o interesse chinês.
Com um aumento substancial nos investimentos públicos projetados para 2023, o Brasil busca alinhar seu progresso econômico aos desejos da China de fortalecer o consumo interno e expandir suas importações a partir de parcerias em infraestrutura. A ligação entre os recursos públicos e o entusiasmo do setor privado foi destacada como um fator essencial para atrair investimentos estrangeiros.
A mudança no perfil econômico da China, passando de um foco predominantemente em investimentos internos para um enfoque no consumo interno, cria uma sinergia natural com as necessidades brasileiras. Sendo o maior produtor mundial de alimentos, o Brasil pode atender à demanda chinesa por produtos a custos competitivos. A busca chinesa por redução de custos nas importações apresenta oportunidades para o Brasil, principalmente em investimentos na infraestrutura de transporte.
Os projetos de infraestrutura, incluindo a expansão do modal ferroviário e o desenvolvimento de portos mais competitivos, são destacados como alvos principais para investimentos chineses. A conexão entre ferrovias e portos em todo o país oferece um amplo espectro de projetos elegíveis para colaboração e investimento. A criação de rotas bioceânicas e a interligação de regiões produtoras ao escoamento via modal ferroviário são componentes-chave dessa estratégia de desenvolvimento.
Além da infraestrutura, setores como transportes marítimos e aeroportos também despertaram o interesse de investidores chineses. A ampliação de capacidades aeroportuárias e a exploração do mercado de aviação interna são pontos de convergência promissores.
Em relação à Comissão Sino-Brasileira de Alto Nível de Concertação e Cooperação (Cosban), o Brasil prevê que a próxima sessão plenária ocorrerá no primeiro semestre de 2024. O presidente em exercício, Geraldo Alckmin, enfatizou a importância da China como principal parceiro comercial do Brasil e a necessidade de preparar uma agenda para fortalecer ainda mais essa parceria de longa data.
Neste ano, Brasil e China comemoram 50 anos do estabelecimento das relações diplomáticas entre os dois países. A Ministra interina das Relações Exteriores, a embaixadora Maria Laura, enfatizou a importância da Cosban como um mecanismo fundamental para impulsionar o diálogo e a colaboração bilateral, destacando o trabalho conjunto de várias subcomissões temáticas.

China registra temperatura de 52,5 °C, número recorde para o mês de julho

O recorde anterior era de 50, 6 ºC em 2017

Foto:  Qilai Shen/Bloomberg
No domingo (16), o serviço meteorológico chinês registrou uma temperatura de 52,5 °C em Sanbao, município localizado em Xinjiang, no oeste do país.
Esse número bateu o recorde do mês de julho em toda a China. Em 2017, nesse mesmo período do ano, o antigo recorde registrou 50,6 ºC, em Ayding, lago localizado 150m abaixo do nível do mar.
A administração meteorológica de Turfã, também em Xinjiang, afirmou que “registrou um pico de temperatura de 52,2°C às 19h de 16 de julho, quebrando o recorde histórico de calor para o mesmo período do ano”.
Seis meses atrás, uma cidade na China chegou a 53 ºC abaixo de zero, a menor temperatura já registrada na história do país.

China aumenta investimentos em serviços de infraestrutura em nuvem no primeiro trimestre

 Relatório destaca aumento nos gastos do país, representando 12% do total global, com os principais fornecedores de serviços em nuvem liderando o mercado.

Foto:Divulgação
Pequim – De acordo com um relatório da empresa de pesquisa de mercado Canalys, a China continua aumentando seus investimentos em serviços de infraestrutura em nuvem no primeiro trimestre do ano.

Os gastos totais na parte continental da China alcançaram aproximadamente US$ 7,7 bilhões nos primeiros três meses, representando um aumento de 6% em relação ao ano anterior, conforme apontado pela Canalys.

O relatório destacou que os gastos do país correspondem a 12% do total global.

Os principais players do mercado chinês permaneceram os mesmos no primeiro trimestre, com Alibaba Cloud, Huawei Cloud, Tencent Cloud e Baidu AI Cloud sendo os quatro principais provedores de serviços em nuvem, conforme indicado no relatório.

Esses quatro fornecedores foram responsáveis por 79% dos gastos totais na China, conforme relatado pela Canalys.

Maria Arraes acompanha presidente Lula em viagem à China

Deputada federal faz parte da comitiva ao país asiático, onde estará atenta a oportunidades de parcerias e intercâmbios para Pernambuco

Foto: Divulgação
Na condição de vice-líder do governo na Câmara Federal, a deputada Maria Arraes (SD-PE) acompanha o presidente Lula em sua viagem à China. A comitiva embarcou na manhã desta terça (11) para o país asiático, onde permanece até 15 de abril. A agenda terá como foco o fortalecimento das relações bilaterais com o maior parceiro comercial do Brasil, destino de mais de 30% das nossas exportações. “Com o presidente Lula, o nosso País recupera relevância e volta ao seu lugar de respeito e protagonismo no cenário internacional. Prova disso é a diversidade da pauta que será discutida, envolvendo desde investimentos em infraestrutura, transição energética e enfrentamento às mudanças climáticas até a paz e a segurança mundial”, ressalta Maria Arraes, referindo-se ao apelo pelo fim da guerra entre Rússia e Ucrânia.
Em sua terceira visita de Estado à China como presidente, Lula terá uma série de reuniões com empresários e autoridades chinesas em Xangai e Pequim, incluindo o presidente Xi Jinping, para discutir mais de 20 acordos de cooperação em áreas como ciência, tecnologia e inovação.
Para a deputada Maria Arraes, a viagem também permitirá identificar oportunidades de negócios, parcerias e intercâmbios para Pernambuco. “Nosso Estado já tem uma sólida relação diplomática com a China, que mantém no Recife a sede do seu Consulado-Geral no Nordeste desde 2016”, lembra a parlamentar.
A balança comercial Pernambuco-China apresentou um saldo positivo de US$ 336,8 milhões em 2021 (diferença entre US$ 1,12 bilhão em exportações e US$ 785,2 em importações), segundo dados do Ministério da Economia. No entanto, Pernambuco ainda ocupa a décima posição entre os Estados brasileiros no ranking de exportações para o país asiático, com apenas 2,1% do total. Os principais produtos exportados incluem suco de frutas (sobretudo suco de laranja concentrado), açúcar e produtos químicos. “As nossas exportações para a China têm apresentado um crescimento significativo nos últimos anos, o que evidencia a importância do mercado chinês para a economia de Pernambuco. No entanto, precisamos estreitar cada vez mais esses laços comerciais, ampliando a nossa pauta de exportações e, principalmente, agregando valor a ela”, afirma a parlamentar.
Com a viagem à China, o presidente Lula cumpre um ciclo de visitas aos três maiores parceiros comerciais do Brasil em pouco mais de três meses de governo. Em janeiro, Lula esteve na Argentina e, em fevereiro, nos Estados Unidos. A reconstrução das relações internacionais do atual governo também já incluiu o Uruguai no roteiro, além de reuniões com líderes europeus que vieram para a posse no primeiro dia do ano.

Lula quer atrair investimentos chineses para o Brasil

Presidente afirmou que montadora de carros assumirá fábrica da Ford

Foto: Marcelo Camargo
Às vésperas de realizar a primeira viagem oficial à China no atual mandato, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que vai discutir com o presidente chinês, Xi Jiping, o investimento em novos ativos chineses no Brasil.
“Eu quero que os chineses compreendam que o investimento deles aqui será maravilhosamente bem-vindo. Mas não para comprar nossas empresas. [E sim] para construir coisas novas, que nós precisamos. O que estamos precisando não é vender os ativos que temos, é construir novos ativos. É disso que eu quero convencer os meus amigos da China”.
A declaração foi dada nesta quinta-feira (6), durante café da manhã com jornalistas, no Palácio do Planalto. De acordo com Lula, uma fabricante chinesa de carros elétricos vai assumir o comando da última fábrica da montadora Ford, na Bahia.
Outro ponto que o presidente quer discutir com Xi Jiping é a possibilidade de o país asiático promover um diálogo com o presidente da Rússia, Vladmir Putin, pelo fim da Guerra na Ucrânia. “Nós não concordamos com a invasão da Rússia à Ucrânia. Estou convencido que tanto a Ucrânia quanto a Rússia estão esperando que alguém de fora fale: vamos sentar para conversar”, disse Lula.
“E por que eu quero sentar para conversar com o Xi Jiping? É porque eu acho que a importância econômica, militar e política da China e a relação da China com a Rússia, e até mesmo a divergência da China com os Estados Unidos dá à China um potencial extraordinário para conversar”, acrescentou.
Sobre o conflito na Ucrânia, Lula destacou o posicionamento contrário e disse que quer propor a Xi Jiping a criação de um grupo de países pela paz na região. “A China tem peso, o Brasil tem peso. Eu acho que a Indonésia pode participar, a Índia pode participar. Vamos lá conversar com o Putin, vamos conversar com o [presidente da Ucrânia] Zelensky, vamos conversar com o [presidente dos Estados Unidos] Biden. Vamos tentar ver se encontramos um grupo de pessoas que não se conforme com a guerra. Não é necessário ter guerra”.
A viagem de Lula à China está marcada para a próxima terça-feira. O país é o maior parceiro comercial do Brasil. Entre os acordos que o presidente brasileiro vai assinar, está a formalização das transações comerciais com a China na moeda chinesa, o Renminbi, deixando de usar o dólar.
Agência Brasil