Marília Arraes destaca que enfrentou resistência do ex-presidente Jair Bolsonaro, que vetou o projeto aprovado na Câmara dos Deputados.
![]() |
Foto: Rafael Vieira/DP |
![]() |
Foto: Rafael Vieira/DP |
![]() |
Foto: Reprodução/Américo Santos |
A lei Nº 18.258/2023, que trata sobre o Programa de Distribuição Gratuita de Absorventes Higiênicos, foi publicado no Diário Oficial nesta terça (18). A deputada Delegada Gleide Ângelo é co-autora do projeto, em parceria com o executivo estadual.
A medida beneficia às mulheres e pessoas que menstruam e que estejam matriculadas nas escolas públicas estaduais, acolhidas em abrigos públicos ou estejam nas unidades prisionais do estado, através da entrega de absorventes íntimos. O Estado também ficará responsável para que as mulheres em situação de rua ou vulnerabilidade social sejam beneficiadas com a entrega.
“Sem dúvida, está é uma importante conquista, pois, estamos falando sobre uma política que oferta a possibilidade de uma vida digna para as mulheres e demais pessoas que menstruam. A questão da pobreza menstrual revela vários problemas na nossa sociedade, inclusive, nos mostrando como as ações e políticas públicas historicamente são construídas a partir de um recorte machista e excludente, na medida em que estabelecem como o corpo padrão um corpo masculino”, ponderou a deputada.
Porém, em 2021, a ex-deputada federal Marília Arraes, já se preocupava com essa temática. Autora do Projeto de Lei (PL) 4968/2019, a ex-parlamentar implantou, pela primeira vez na história, um programa destinado à proteção e promoção de saúde menstrual. A iniciativa beneficiou mais de 5 milhões de brasileiras.
Enquanto deputada federal, Marília Arraes se preocupou, desde o ínicio do seu mandato, em dar dignidade às mulheres que necessitavam desse acolhimento. “O combate à pobreza menstrual é um compromisso que abracei há anos e ao qual tenho me dedicado desde o primeiro dia de trabalho na Câmara dos Deputados. Esse é o primeiro passo para que possamos efetivamente criar uma política nacional de superação da pobreza menstrual. A partir daí, poderemos atender a outros grupos de mulheres. Quando você não tem dinheiro nem mesmo para comprar comida, itens de higiene como absorventes se transformam em artigos de luxo. Imagine essa realidade no Brasil da pandemia, que tem 19 milhões de pessoas passando fome”, apontou Marília Arraes.
Foto: Divulgação |
![]() |
Foto:Divulgação |
Após relatar e debater mais de 30 projetos em tramitação na Casa, foi aberto o diálogo com as coordenadoras Domênica Rodrigues, Georgina Deomendes, Aparecida Apolinário, Joana Santos, Paula Menezes e Ana Paula. Elas expuseram as dificuldades enfrentadas e a importância de momentos como este, que contribuem para a integração e o fortalecimento dos direitos das mulheres. “A pauta da marcha é pela reconstrução do Brasil e pelo bem-estar de todas as mulheres. Mas quando observamos o interior do estado, percebemos que a falta de acesso e ações públicas em defesa das mulheres são praticamente inexistentes”, disse Domênica Rodrigues.
Por sua vez, Gleide Ângelo, em nome da Comissão da Mulher, comprometeu-se a lutar pela implantação de uma unidade da Casa da Mulher Brasileira no interior do estado. A experiência bem-sucedida foi criada em 2015 no estado do Mato Grosso e consiste em um espaço que oferece serviços de denúncia, proteção, acolhimento e abrigo para mulheres vítimas de violência. A deputada Gleide já apresentou a indicação de número 619/2023 ao Governo Federal, solicitando a instalação de unidades da Casa da Mulher Brasileira em Pernambuco.
“Devemos unir forças para que as políticas de proteção e defesa dos direitos das mulheres sejam efetivamente implementadas em Pernambuco. Já se passaram seis meses de gestão e ainda não vimos a divulgação ou implementação de qualquer política para enfrentar a violência de gênero em nosso estado. Não é razoável ligar o noticiário todos os dias e ver mulheres sendo agredidas, mortas e estupradas. A falta de informações é tão grande que o Tribunal de Contas do Estado já exigiu que o poder público divulgue as ações e políticas para combater a violência doméstica em todo o estado”, concluiu a deputada.
A Marcha das Margaridas ocorrerá nos dias 15 e 16 de agosto, em Brasília. A mobilização reunirá mulheres de todo o país e terá como tema deste ano “Margaridas em marcha pela reconstrução do Brasil e pelo bem-estar”.
![]() |
|
Deputado do PL vai desarquivar projeto que visa proibir propagandas com alusão a comunidade LGBTQIA+, em Pernambuco. Foto:Gabriel Ferreira |
![]() |
Foto: Américo Santos |
Foto: Américo Santos |
![]() |
Foto: Divulgação |
![]() |
Imagem: Wesley D’Almeida |
![]() |
Imagem: Wesley D’Almeida/Arquivo |