Joel da Harpa

Deputado Joel da Harpa expressa frustração da tropa com o Juntos pela Segurança

Ausência de novas propostas para valorização profissional e fim das faixas salariais desagrada policiais civis, militares e bombeiros.

Joel da Harpa
Foto: Reprodução
O Deputado Joel da Harpa (PL) manifestou a insatisfação da tropa de segurança pública em relação ao projeto Juntos pela Segurança, lançado pela Governadora Raquel Lira na tarde desta segunda-feira. Especialmente policiais civis, militares e bombeiros mostraram-se frustrados com a falta de divulgação de novas medidas para a valorização profissional e a eliminação das faixas salariais.
“Não vamos tapar o sol com a peneira. A nossa obrigação é expressar o sentimento da tropa”, declarou Joel da Harpa, ressaltando a importância de representar as reivindicações das categorias de segurança pública. Desde o início da implementação das faixas salariais no governo anterior, a tropa tem enfrentado inúmeras dificuldades, o que tem gerado um clima de desânimo entre os profissionais.
O parlamentar afirmou que continuará atuando na Assembleia Legislativa em defesa dos interesses das polícias e bombeiros militares, buscando assegurar a valorização que a categoria merece. “Esperamos que a governadora cumpra sua promessa de campanha e acabe com as faixas salariais, garantindo uma remuneração justa para os profissionais que arriscam suas vidas diariamente pela segurança da sociedade”, enfatizou Joel.
O Juntos pela Segurança, lançado pela Governadora do Estado, não atendeu às expectativas da tropa, que aguardava ansiosamente por novas propostas para melhorias na área da segurança pública. Com a ausência de medidas específicas de valorização profissional e salarial, o projeto deixou uma sensação de descontentamento entre os membros das forças de segurança.
Diante desse cenário, o Deputado Joel da Harpa reiterou seu compromisso em lutar incansavelmente para que as reivindicações da tropa sejam ouvidas e atendidas, buscando alcançar uma realidade mais justa e digna para aqueles que se dedicam à proteção da população pernambucana.
Pernambuco

Programa Juntos pela Segurança vai levar iluminação para áreas violentas de Pernambuco

O projeto prevê outras estratégias para diminuir os números da violência no estado

Pernambuco
Foto: Ed Machado/Folha PE

O programa Juntos pela Segurança, da governadora de Pernambuco, Raquel Lyra, será lançado nesta segunda-feira (31), substituindo o Pacto pela Vida. A primeira ação que o novo projeto vai atender será a iluminação pública em áreas consideradas perigosas pela população.
Por causa dos números de violência no estado, o povo pernambucano e os políticos da oposição vinham cobrando o governo para melhorias na segurança pública. A sistema de iluminação é competência de cada prefeitura, porém a gestão da governadora entende que o investimento nesse quesito ajudaria a diminuir os índices de violência.
Entre as 1.791 mortes violentas registradas nos primeiro seis meses deste ano, 40% aconteceram em durante a noite. Para diminuir esse número, o governo estadual vai desembolsar R$ 35 milhões para iluminação dos locais onde ocorre o maior número de homicídios, assaltos, assédios e roubos de automóveis.
Outro fator que vai ser considerado no programa é o alto índice de violência contra a mulher. A quantidade de delegacias especializadas em crimes contra as mulheres que funcionam 24h aumentou para seis, em março. Essas delegacias ficam localizadas no Recife, Jaboatão dos Guararapes, Olinda, Paulista, Caruaru e em Petrolina.
O lançamento do programa vai acontecer às 15h no Teatro Guararapes, no Centro de Convenções, em Olinda. No evento, Raquel Lyra vai falar, entre vários temas, da possibilidade de a população fazer sugestões para o funcionamento do programa através de um site, além disso vão ocorrer reuniões para discutir segurança pública com os moradores do estado.
Ribeirão

Ribeirão é Classificado em 3º Lugar entre Municípios Pernambucanos e é Destaque Nacional em Projeto de Segurança Pública

O projeto visa fortalecer a segurança ostensiva do município

Ribeirão
Foto: Divulgação
O município de Ribeirão, em Pernambuco, foi reconhecido por sua competência na área de Segurança Pública ao ser classificado em 3º lugar entre os municípios do estado e também se destacar entre as dez cidades em todo o Brasil, de acordo com o Ministério da Justiça e Segurança Pública. Dos 483 projetos entregues ao órgão, o projeto de Ribeirão se sobressaiu, colocando a cidade em uma posição de destaque nacional.
O desenvolvimento jurídico do projeto foi realizado pelo Procurador Municipal Dr. Altamiro Fontes, que desempenhou um papel fundamental na concepção e elaboração da proposta. O Prefeito Marcello Maranhão liderou toda a articulação política com muito trabalho e liderança, o que resultou na aprovação do município na primeira etapa do processo. Atualmente, Ribeirão está na fase de análise de documentação e poderá receber recursos destinados exclusivamente à Guarda Civil Municipal (GCM).
O projeto visa fortalecer a segurança ostensiva do município, com o fornecimento de equipamentos modernos e a instalação de câmeras nas vias públicas. Essa iniciativa tem como objetivo aprimorar a atuação da GCM, proporcionando mais eficiência e proteção aos ribeirãoenses.
Com a aprovação nessa fase, Ribeirão já está totalmente classificado para receber os recursos, que serão de grande importância para a melhoria da Segurança Pública na cidade. O trabalho conjunto entre a equipe jurídica, liderada pelo Dr. Altamiro Fontes, e a articulação política liderada pelo Prefeito Marcello Maranhão, evidencia o comprometimento das autoridades locais em promover a segurança e o bem-estar dos cidadãos de Ribeirão.
Gleide Ângelo Policiais Civis

Deputada Gleide Ângelo vota pela prorrogação de contrato dos policiais aposentados

Projeto para prorrogação de contrato com policiais civis aposentados é aprovado na Comissão de Segurança Pública e Defesa Social.

Gleide Ângelo Policiais Civis
Deputada Gleide Ângelo

Foto:Williams Aguiar

Na última segunda-feira (05), a Comissão de Segurança Pública e Defesa Social da Assembleia Legislativa de Pernambuco, aprovou o projeto de lei complementar nº 0741/2023, que prorroga os contratos dos policiais civis aposentados que desempenham funções administrativas até o final do ano. A deputada Delegada Gleide Ângelo(PSB), membro titular da comissão, foi a relatora do projeto e deu parecer favorável para a sua aprovação.

De acordo com a Delegada Gleide Ângelo, essa prorrogação é uma medida necessária para lidar com a carência de efetivo na polícia civil e na segurança pública do estado como um todo. Caso os contratos não sejam prorrogados, a polícia civil enfrentará paralisações devido à falta de pessoal. Ela ressaltou ainda a situação caótica no Estado, onde há delegacias sem escrivães, agentes de polícia desviados de suas funções e investigações paralisadas por falta de policiais para conduzi-las.

O decreto nº 44.146, firmado pelo Executivo em 2017 como uma medida de curto prazo, permitiu a liberação de policiais das delegacias para atuar em investigações de homicídios e crimes patrimoniais. Assim, os policiais civis aposentados foram readmitidos para desempenhar funções administrativas, como a permanência nas delegacias distritais.

No último mês de maio, o Estado deixou de renovar essa medida, comprometendo o pleno desempenho das atividades investigativas da Polícia Civil. Após pressão da deputada Gleide Ângelo e de organismos da categoria, como a Associação dos Delegados de Polícia de Pernambuco (ADEPPE) e o Sindicato dos Policiais Civis (Sinpol), o governo enviou o projeto de lei complementar 0741/2023. A deputada ressalta a necessidade de um planejamento efetivo para solucionar o problema da carência de efetivo policial e destaca a importância da realização de um concurso público para todas as áreas operativas da segurança.

Mobilidade urbana: monitoramento inteligente torna cidades mais seguras e eficientes

Solução tecnológica reduz em 63,59% valor gasto pela Prefeitura de Vila Velha (ES) em energia elétrica entre 2020 e 2022

Foto: Adessandro Reis
A mobilidade é um desafio para a maior parte das cidades brasileiras. Promover fluidez e segurança aos cidadãos requer investimentos em tecnologias de ponta e inteligência. No Brasil, alguns municípios já contam com recursos capazes de auxiliar os órgãos públicos na gestão de vias públicas e segurança. São as chamadas cidades inteligentes (smart cities), tema debatido no Fórum Sorocaba 2050, realizado entre os dias 17 e 18 de maio no Parque Tecnológico de Sorocaba (SP).
Segundo levantamento divulgado este ano pela Câmara de Smart Cities da Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc) e pela Academia Fiesc de Negócio, a expectativa é de que o mercado global de tecnologias voltadas à modernização das cidades para torná-las inteligentes suba dos atuais US$ 511,6 bilhões para US$ 1 trilhão em 2027.
De acordo com Alex Sato, gerente de engenharia do Grupo Splice, conjunto de empresas desenvolvedoras de soluções tecnológicas para os segmentos de infraestrutura, real state, mobilidade urbana, telecomunicações e educação, esses dados mostram que, de fato, muitos gestores públicos estão investindo nessa frente a fim de tornar as cidades mais ágeis, eficientes e modernas, atendendo a população de forma mais humanizada, seja por cobrança da própria sociedade, cada vez mais atenta a isso, ou mesmo por iniciativa própria, visando a modernização de sistemas de gestão”, afirma.
Um desses meios oferecidos ao mercado é o Sistema Integrado Inteligente Splice (SIIS), plataforma multi-protocolos desenvolvida pela corporação que integra softwares e hardwares para os mais diversos segmentos de mercado, com inteligência artificial, dados e dashboards completos que tornam a gestão mais ágil e eficiente, seguindo diversas homologações e protocolos exigidos pelos órgãos regulamentadores. “O objetivo desse grande ecossistema tecnológico é promover qualidade de vida e bem-estar à população”, diz Sato.
Munícipios (e população) enxergam melhorias rapidamente com modernização de sistemas
No município de Vila Velha (ES), por meio de Parceria Público Privada (PPP), o Consórcio SRE-IP, que conta com o Grupo Splice, assumiu a operação e manutenção das unidades de iluminação pública, da implantação de iluminação de destaque nos principais patrimônios culturais da cidade, além da modernização e aumento da eficiência de todas as unidades de iluminação pública do município, que corresponde a mais de 37 mil luminárias de LED, sendo 50% delas gerenciadas pelo sistema de telegestão nas vias principais de tráfego intenso, através do Centro de Controle Operacional — CCO.
A iluminação pública tem sido reconhecida como a principal infraestrutura para a implementação do conceito de cidades inteligentes, haja visto que sua distribuição abrange grande área geográfica das cidades. Assim, cada ponto de iluminação poderá transformar-se em um ponto de conectividade.
Além disso, houve redução significativa do consumo da cidade com energia elétrica, chegando a 63,59% de queda no valor gasto pela Prefeitura. “Essas luminárias deixam a cidade muito mais iluminada durante a noite em relação às lâmpadas convencionais, o que aumenta a segurança das pessoas, permitindo à população usufruir ainda mais dos espaços públicos, como por exemplo as praças, parques e a orla, reforça Sato.
O engenheiro comenta ainda sobre o Consórcio Smart CPGI (Consórcio Público para Gestão Integrada), que contempla a gestão, operação, modernização, otimização, expansão e manutenção da rede de iluminação pública de oito municípios: Albertina, Andradas, Bandeira do Sul, Caldas, Divisa Nova, Ibitiúra de Minas, Ipuiuna e Santa Rita de Caldas.
“Em Albertina, por exemplo, implementamos inovações tecnológicas como muralha eletrônica (solução tecnológica de última geração para o monitoramento de tráfego e segurança pública, que oferece informações precisas e confiáveis sobre os veículos que circulam por uma determinada região por meio da leitura de placas de todos os veículos que passam pela área), câmeras de videomonitoramento 360 graus, estação meteorológica, internet livre para a população em diversos pontos das cidades, e dashboards para compilação e cruzamento de dados”. Houve melhorias significativas em relação à qualidade de vida e bem-estar dos munícipes, que passaram a ficar mais tempo nas praças por conta do acesso à internet, da maior luminosidade e dos recursos de monitoramento que afastam pessoas mal-intencionadas. Com isso, é possível manter o comércio em atividade por mais tempo e promover eventos públicos com mais segurança”, conta o especialista.
Ainda segundo ele, para tornar as cidades mais inteligentes, além dos recursos de monitoramento espalhados pelos municípios, a gestora Karina Fiuza — Smart CPGI têm à disposição o MOB2B, aplicativo que permite o gerenciamento eficiente das equipes através do estabelecimento e acompanhamento, em tempo real, de metas, jornada de trabalho, localização, entre outros pontos. “Para a população, disponibilizamos o APP Falaí, aplicativo que proporciona a interação entre os cidadãos e o poder público. Trata-se de uma ferramenta de ouvidoria que pode ser utilizada pelas pessoas para fazer ocorrências nas mais diversas secretarias e órgãos da Prefeitura, o que aprimora ainda mais a gestão das necessidades locais, pois conecta o poder público e a comunidade de forma prática e eficiente”, destaca.

Tecnologia a favor dos cidadãos

“Quando falamos em mobilidade urbana, entendemos que não se trata apenas de monitorar veículos por meio de radares eletrônicos, mas transformar as ferramentas de monitoramento em recursos inteligentes. Tudo isso para ajudar os órgãos públicos no atendimento às demandas dos munícipes, como controle de eventos / incidentes, prevenção e predição, informações aos motoristas e relatórios estatísticos gerados a partir do cruzamento dos dados e informações coletadas em todos os recursos que integram o sistema”, reforça.
“Vale ressaltar ainda que as cidades ou complexos inteligentes são uma tendência em todo o mundo e estão na Agenda 2030 das Nações Unidas e alinhadas aos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentáveis (ODS) da ONU”, finaliza.

Sobre o Grupo Splice

Fundado em 1971 e com mais de meio século de história, o Grupo Splice é formado pelas empresas Splice Desenvolvimento Urbano (Real State), Centro Universitário Facens (educação), Centro Universitário Newton (educação), Via Rondon SP 300 (estradas), Noroestecom (telecom), Smart Vila Velha / Smart CPGI (iluminação Pública) Splice Mobilidade Urbana (tecnologias para Smart Cities). Na área de engenharia, desenvolve tecnologias de ponta para monitoramento inteligente e segurança pública, com foco em mobilidade urbana e soluções de transporte. No setor de ensino, o Grupo é mantenedor do Centro Universitário Facens (Sorocaba — SP) e Newton em (BH — MG), que são hubs de inovação e tecnologia — Smart Campus –, cuja missão é contribuir para manter o crescimento virtuoso da sociedade por meio da ciência e inovação. A corporação conta ainda com o IPFacens, instituto de pesquisas que desenvolve e oferece estudos e tecnologias modernas e atuais para o todo o mercado. Na área de infraestrutura, administra o trecho da estrada Viarondon (SP-300) através do monitoramento e da análise de dados com tecnologias de ponta para maior qualidade e segurança do tráfego de veículos no interior de São Paulo, sendo uma das melhores e mais tecnológicas estradas do país. No ramo imobiliário, oferece empreendimentos residenciais e comerciais, loteamentos e incorporações com alto padrão de qualidade reconhecido pelo mercado, com bairros planejados e urbanismo, além de tecnologias de ponta para melhoria da qualidade de vida e segurança de seus clientes inspirados nos eixos das cidades inteligentes. As operações do Grupo Splice contemplam transversalmente em suas empresas, ações de responsabilidade social e ambiental e são alinhadas aos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentáveis (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU).

Gleide cobra compromisso do Governo do Estado com a segurança pública

Foto: Divulgação
Um dia após o agente da Polícia Civil Luiz Henrique Malta dos Santos, de 34 anos, ser morto durante um confronto policial em Jaboatão dos Guararapes, a deputada Delegada Gleide Ângelo apontou a negligência com que a segurança pública vem sendo conduzida no Estado e cobrou respostas ao executivo, durante seu pronunciamento no plenário da Assembleia Legislativa, nesta quarta-feira (12).
A parlamentar pontuou como o aumento de demandas, sem investimento no capital humano, reflete na qualidade do serviço oferecido à população: “Virou rotina em Pernambuco o acúmulo de funções policiais, delegados administrando inquéritos e demandas de até quatro cidades diferentes, investigações paradas por falta de efetivo, rodízio de escrivães entre as unidades e profissionais das polícias civil, científica, militar e do corpo de bombeiros sobrecarregados pelas cobranças para o alcance de metas e tendo de cumprir extensas e continuadas jornadas extras”.
Como exemplo do acúmulo de funções policiais, a Delegada lembrou que, durante os dias do carnaval, foram disponibilizadas mais de 60 mil escalas de jornadas extras, os chamados PJES, para todas as operativas da segurança pública. Ou seja, para além do serviço padrão, muitos policiais emendaram jornadas de serviço. Até mesmo o recém anunciado serviço do 197, criado exclusivamente para emergências escolares, aparece como mais uma atribuição para o efetivo já reduzido e deficitário.
A opção pela abertura exclusiva de vagas para concurso público para a Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros Militar também foi alvo de questionamento da deputada: “O Estado tem de tratar em caráter de igualdade todas as polícias, porque são trabalhos que se integram e se complementam. Afinal, para além dos flagrantes, há o trabalho de investigação. Tenho a impressão de que o Governo do Estado desconhece a importância da Polícia Civil, do trabalho de investigação, do serviço de perícia e de inteligência, da necessidade de apuração e conclusão de inquéritos, já que, ao descartar a abertura de concursos para as Polícias Civil e Científica, o governo do Estado está dizendo a todos que o trabalho de investigação não é importante para a segurança pública dos pernambucanos e pernambucanas”.
De acordo com a legislação estadual, existem 10.000 vagas apenas para a Polícia Civil, entre agentes, escrivães e delegados. Entretanto, menos da metade é ocupada, uma vez que são mais de 5.300 vagas em aberto. “Não se faz segurança pública de qualidade sem planejamento. Como todas essas vagas ociosas podem ser descartadas? Estou cobrando, e não pedindo, pela abertura de concursos também para as Polícias Científica e Civil. Estou cobrando respeito pelas instituições e por todos os policiais do estado de Pernambuco. Somos um sistema de segurança, onde ninguém é mais importante do que o outro. Como delegada de polícia, eu digo a todos vocês que sem esse trabalhos integrado, não há justiça e sem justiça, só há impunidade!! Por isso, eu digo que toda a nossa sociedade está perdendo para a criminalidade”, concluiu a Delegada.

Gleide Ângelo é atendida e Governo anuncia concurso para a segurança pública

Foto: Divulgação
Dois meses após a deputada Delegada Gleide Ângelo apresentar a indicação Nº 99/2023 ao executivo estadual e demais órgãos correlatos, solicitando urgência máxima para a abertura de novos concursos para as quatro operativas da segurança pública, a secretária de Defesa Social, Carla Patrícia, confirmou à imprensa o chamamento para um novo concurso público para a pasta. De acordo com a gestora, serão abertas mais de 2.400 vagas para os quadros efetivos da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros Militar.
Ciente da necessidade de recompletamento do quadro profissional das polícias pernambucanas, a Delegada Gleide Ângelo tem trabalhado, desde a antiga gestão estadual, pela abertura de novas vagas para as Policias Civil, Científica, Militar e para o Corpo de Bombeiros Militar. “Não se pode oferecer segurança pública de qualidade aos pernambucanos e pernambucanas sem efetivo nas ruas e nas corporações. A defasagem ultrapassa de 15 mil profissionais”, comenta a parlamentar, que destaca ainda a deficiência nos quadros das Polícias Civil e Científica: “como delegada de polícia, tenho de falar que na Polícia Civil são mais de 6 mil cargos vagos, entre agentes, comissários, escrivães e delegados. Como é possível se fazer o trabalho de investigação, fazer o encaminhamento de inquéritos, sem policiais nas delegacias? Com delegados acumulando dois, três ou mais distritos?”, questiona.
CONCURSADOS — Gleide Ângelo foi a grande responsável para o maior chamamento de aprovados nos concursos da segurança pública de 2017. Com grande poder argumentativo e de articulação, a Delegada conseguiu com que mais de 2.000 novos policiais civis e militares, entre peritos papiloscopistas, auxiliares de perito, delegados da Polícia Civil, oficiais e soldados do Corpo de Bombeiros e oficiais da Polícia Militar fossem nomeados — efetivo que já está em atividade nas ruas do Estado. Foi a primeira vez que a segurança público zerou o cadastro de reserva das operativas policiais.
Polícia

Pernambuco registra queda de furtos e roubos e maior quantitativo de policiais nas ruas da história

Não houve homicídio nos polos da folia pernambucana e 96% dos turistas que vieram ao Estado recomendam o Carnaval local.

Polícia
Foto: Luciano Luck/SDS.
A atuação do maior contingente de segurança da história de Pernambuco no Carnaval garantiu ao Estado uma festa mais segura. Segundo dados preliminares da Secretaria de Defesa Social (SDS), houve diminuição de cerca de 50% no número de roubos em relação a 2020 e de quase 30% dos furtos. Além disso, 162 celulares foram recuperados por meio do Alerta Celular. Com 61,5 mil lançamentos de jornadas extras de profissionais nas ruas, no maior investimento financeiro da história (R$ 11,5 milhões), as atuações em flagrante aumentaram quase o dobro, ajudando a prevenir atos violentos. Não houve registro de homicídio nos polos de folia entre a sexta-feira (19) e a terça-feira (21). Os dados consolidados serão divulgados junto com o balanço de estatísticas criminais da SDS, na primeira quinzena de março.
“Não podemos deixar as situações de violência sem resposta, e foi isso que buscamos ao máximo. As polícias Militar, Civil e Científica e o Corpo de Bombeiros, assim como a Corregedoria Geral e todos os que fazem a SDS, orgulharam, mais uma vez, o nosso Estado”, afirmou a secretária de Defesa Social, Carla Patrícia Cunha.
No geral, o governo estadual investiu R$ 24 milhões no evento, sendo R$ 10 milhões exclusivamente na valorização dos artistas, agremiações, blocos e manifestações culturais durante os períodos carnavalesco e pré-carnavalesco, com recursos vindos da Empresa de Turismo de Pernambuco (Empetur) e da Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe).
“O folião fez o Carnaval e o Governo do Estado empenhou todos os esforços para garantir que a folia estivesse presente na maioria dos municípios pernambucanos”, disse o secretário de Cultura, Silvério Pessoa. “Os artistas populares tiveram um espaço garantido na maioria dos municípios. Estamos de alma lavada, coração aberto e feliz”, completou.
Foram cerca de 1,98 milhão de visitantes no período do carnaval. A ocupação média da rede hoteleira chegou a 92,86% nos 13 principais municípios polos da folia, entre os dias 7 e 22 de fevereiro. A festa movimentou cerca de R$ 2,755 bilhões na economia pernambucana, de acordo com estimativa da Secretaria de Turismo.
O Carnaval no interior pernambucano foi destaque neste ano. Bezerros, no Agreste, foi o município que mais teve excursionistas (62,71%) que foram acompanhar a festa dos Papangus no domingo (19) e na terça-feira (21), segundo a Pesquisa do Perfil do Visitante, realizada pela Empetur. Em contrapartida, Garanhuns, também no Agreste, foi a cidade que teve o maior percentual de turistas (95,52%). Ainda de acordo com o levantamento, cerca de 96,48% dos turistas recomendam o Carnaval de Pernambuco. Já 89,84% deles têm intenção de retornar ao Estado.
“O Carnaval de 2023 retomou o calendário de grandes eventos que estávamos a tanto tempo buscando. A resposta positiva dos turistas mostra que acertamos no planejamento e execução da festa”, comemorou o secretário de Turismo, Daniel Coelho.
No âmbito da saúde e da prevenção a acidentes, a Operação Lei Seca, garantiu a redução de sinistros de trânsito nas vias e estradas de todo o Estado da sexta-feira de Carnaval (17) até Quarta-Feira de Cinzas (22). A operação testou 21.286 condutores, um aumento de 112% em relação ao ano de 2020, que teve 9.994 abordagens. Os condutores autuados por estarem alcoolizados foram 205, diante dos 233 do Carnaval anterior. Não houve nenhum crime de alcoolemia ao volante.
“O que chamou atenção, neste ano, foram as ações da Operação Lei Seca, que praticamente dobraram no número de abordagens. Tivemos mais de 20 mil abordagens e a quantidade de pessoas alcoolizadas foi inferior ao último carnaval”, apontou a secretária de Saúde, Zilda Cavalcanti.
Com relação ao transporte público da Região Metropolitana do Recife (RMR), o Grande Recife ativou nove linhas especiais com frota de 413 veículos, que transportaram 63.268 foliões nos quatro dias de festa. De acordo com a Gerência de Fiscalização do Grande Recife Consórcio de Transporte, o quantitativo de depredações da frota foi reduzido: Foram 271 ônibus depredados, 98 veículos a menos do que no ano de 2020. O número de avarias também caiu, saindo de 518 em 2020 para 380 neste ano de 2023.
“A queda no número de ônibus depredados nesse Carnaval foi significativa e o sistema de transporte metropolitano acompanhou o resultado positivo da Segurança Pública durante os dias do evento”, destacou o secretário de Mobilidade e Infraestrutura, Evandro Avelar.