Federação Partidária

PSB, PDT e Solidariedade articulam formação de uma nova federação partidária

Federação Partidária é um mecanismo que ajuda os partidos a cumprirem a exigência de desempenho imposta pelas regras eleitorais

Federação Partidária
Foto: Divulgação
Os partidos Solidariedade comandado nacionalmente pelo ex-deputado federal Paulinho da Força, o PDT que tem como presidente nacional do ministro da previdência social do atual governo, Carlos Lupi e o PSB que é presidido por Carlos Siqueira, articulam a formação de um federação partidária, quando dois ou mais partidos se juntam de forma programática e ideológica por um período mínimo de quatro anos, para atuarem juntos em sua pautas comuns no congresso nacional, e também na disputa por vagas em eleições sejam nacionais ou municipais, que ocorrerão no próximo ano.
Já aconteceram encontros com os três presidentes, para tratar da formação desta nova federação partidárias. Atualmente existem em funcionamento três federações, sendo elas PT, PCdoB e PV, também a junção entre REDE e PSOL, e a federação do PSDB com o Cidadania. Todas elas conseguiram ultrapassar a cláusula de barreira das eleições de 2022.
Atualmente o PDT é dos três partidos o que tem mais deputados na Câmara, ao todo são 17 representantes, o PSB segue em segundo com 14 deputados, e o Solidariedade elegeu nas eleições de 2022 apenas 4, porém a fusão com o PROS, aumentou a bancada para 7 deputados.
Essa federação somará 38 deputados no congresso nacional, tamanho de partidos do centrão como o Republicanos e o PSD ambos com 42 deputados na Câmara Federal. Caso se concretize essa formação, a federação valerá para as eleições municipais de 2024 e as eleições nacionais de 2026.
Um desafio para os partidos será ultrapassar a cláusula de barreira instituída pela reforma política de 2017, que exigirá das siglas, um desempenho de 3% dos votos válidos, no mínimo 2% distribuído em pelo menos um terço dos estados, ou a eleição de 15 deputados federais distribuídos em nove estados do Brasil.
Um enorme desafio para os partidos que saíram das eleições de 2022 com bancada reduzida, como é o caso do PSB, PDT e Solidariedade, a federação é o caminho viável para a sobrevivência destes partidos, pois só terão acesso a fundo partidário, quem cumprir a exigência prevista na lei eleitoral.

Jaboatão

Quatro principais pré-candidatos a prefeitura de Jaboatão deverão protagonizar o debate de 2024

Cenário da pré-campanha se confirmado aponta no sentido de segundo turno

Jaboatão
Imagens: Divulgação 
As eleições municipais que ocorrerão em outubro de 2024, já começaram a entrar na ordem do dia quando o assunto é política, e a disputa pelo executivo municipal, no caso de Jaboatão dos Guararapes, segunda maior cidade de Pernambuco, e está na lista das 30 maiores cidades do Brasil.
Governada atualmente pelo grupo da Família Ferreira, que teve até o início de 2022 o ex-prefeito Anderson Ferreira (PL) como gestor do município, que agora segue governado pelo vice-prefeito Luís Medeiros (PL), que assumiu o comando com a saída do titular, que disputou a eleição para governador no ano passado.
Candidato natural a reeleição, o prefeito Luís Medeiros, já foi confirmado por seu partido e pelo deputado André Ferreira como o nome na disputa pela continuidade do poder da família Ferreira.
Outros nomes de peso que deverão estar concorrendo a eleição em 2024, são o do ex-vereador Daniel Alves (PV), que atualmente preside do Partido Verde de Jaboatão, e em 2020, ficou em segundo lugar com mais de 81 mil votos, ele busca a confirmação de seu nome como representante da Federação formada pelos partidos PT, PCdoB e PV, na corrida pela prefeitura. Daniel atualmente é o principal líder da oposição ao grupo da família Ferreira que governa a cidade.
A deputada federal Clarissa Tércio (PP), é lembrada para disputar a prefeitura, isso porque saiu bem votada no último pleito de 2022, obtendo pouco mais de 30 mil votos, perdendo apenas para André Ferreira que obteve 36 mil votos. De perfil ultraconservador e bolsonarista de carteirinha, caso entre na disputa a deputada deverá tirar o sono dos Ferreiras, pois ela disputará os mesmos votos que Luís Medeiros, já que é do grupo do PL partido do ex-presidente, e teve seu concunhado Anderson disputando o governo no palanque de Bolsonaro.
Quem deverá retornar a cena eleitoral de Jaboatão também é o ex-prefeito por dois mandatos, Elias Gomes (MDB), que já começou suas movimentações e articulações visando a disputa pela prefeitura para um eventual terceiro mandato. Experiente e testado na política, Elias é um animal político como ele se autodenomina, e não deve ser subestimado pelos políticos locais.
O cenário político de Jaboatão se confirmado nessa conjuntura, deverá empurra a disputa para o segundo turno, com essas quatro candidaturas. Outros partidos verão ter seus representante disputando no primeiro turno, o que aumenta as chances da decisão ser tomada na segunda etapa, quando os dois mais votados se enfrentam, com igualdade de condições segundo as regras eleitorais.

Congresso Nacional

Perfil mais conservador do Congresso pode impactar pautas feministas

É o que aponta estudo do Centro Feminista de Estudos e Assessoria

Congresso Nacional
Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom
Parlamentares da nova legislatura têm um posicionamento mais conservador em relação a pautas relacionadas ao movimento feminista. É o que aponta o estudo Perfil Parlamentar (2023-2026) Sob a Ótica da Agenda Feminista, do Centro Feminista de Estudos e Assessoria (Cfemea), com base em análises dos conteúdos das redes sociais dos 513 deputados federais e dos 81 senadores (incluindo os eleitos em 2022). O Cfemea considerou somente as publicações feitas no período oficial de campanha eleitoral de 2022 (16 de agosto a 30 de outubro), em sites dos parlamentares e no Facebook, Instagram, Twitter e YouTube.
O estudo
Por meio de 34 perguntas iguais para todos, o estudo avaliou se houve posicionamento sobre seis temas considerados relevantes para a agenda feminista: Direitos sexuais e direitos reprodutivos; Violência contra a mulher; Concepção de família; Posicionamento sobre o cuidado (por exemplo, divisão do trabalho intrafamiliar); Religião (entre os pontos observados: o Estado laico); Posições antigênero (como direitos LGBTQIA+).
A pesquisa constatou que os perfis dos parlamentares estão separados em cinco grupos ideológicos. E cada pessoa pode integrar mais de um grupo, conforme afinidades. São eles: armamentista (pouco mais de 10% do Congresso Nacional); religioso (aproximadamente 20%); de costumes/defensores da família tradicional (aproximadamente um quarto); feminista (aproximadamente 20%); conservadores (mais de 40%).
A coordenadora da pesquisa e doutora em ciência política, com pós-doutorado em estudos feministas interseccionais pela Universidade de Brasília (UnB) e pesquisadora em gênero, mídia e política, Denise Mantovani, em entrevista à Agência Brasil, comentou os resultados da pesquisa: “A gente tem desde o aspecto do impacto das redes sociais e dos discursos de ódio propagados. A gente está vendo que muitas dessas candidaturas se elegeram às custas de muita fake news.” E detalha alguns perfis: “No estudo, a gente percebeu que existem partidos que efetivamente concentram as posições da extrema direita, neoconservadoras, religiosas fundamentalistas.”
No entanto, Denise aponta convergência em alguns temas. “Existem parlamentares que podem ser aliados pontuais em determinados assuntos com os quais eles dialogam com os direitos das mulheres”. Ela destaca o combate à violência contra mulher. “Em uma situação em que eles sejam convidados a apoiar uma legislação que ajude a prevenir, enfrentar e combater a violência doméstica contra as mulheres, a violência sexual, o estupro, acho que existem possibilidades de arranjos com parlamentares de vários partidos para compor uma aliança com a bancada feminista e antirracista que está atuando na defesa e dos direitos das mulheres, em toda diversidade que essa palavra representa.”
Composição do novo Congresso
As mulheres representam 52,62% do eleitorado brasileiro, de acordo com a Justiça Eleitoral. Apesar de as mulheres serem a maioria, não há reflexo na composição do Congresso Nacional. O estudo do Cfemea confirmou que falta equidade de gênero e raça na representação política. Na Câmara dos Deputados, as mulheres representam 17,7% das cadeiras, com 91 deputadas. Com o resultado das urnas, foi mantida a hegemonia masculina (82,3%). A maioria dos deputados e deputadas eleitos é branca (72%). Em seguida, vêm os pardos (21%), pretos (5%), indígenas (0,9%) e amarelos (0,58%). No Senado, são apenas 15 mulheres entre 81 senadores, sendo que quatro delas são suplentes de senadores que ocupam cargos no governo federal.
Além da representação feminina ser baixa na Câmara e no Senado, as mulheres também estão longe dos principais postos de comando, como as presidências das duas casas legislativas, assentos nas mesas diretoras e nas comissões.
A senadora Zenaide Maia (PSD-RN) cita os principais desafios para os próximos anos. “O primeiro deles é o envolvimento de todos os parlamentares – mulheres e homens – nesse debate. Estamos tratando do interesse de mais da metade da população brasileira, sendo que a outra metade também se beneficiará com o avanço civilizatório que é promovido a partir das conquistas das mulheres.”
Principais achados do estudo
O estudo do Cfemea mostra que, na Câmara, a maioria dos deputados (56,73%) não mencionou o aborto e a proteção às vítimas de estupro/violência sexual em suas postagens.
Já os 16 deputados e deputadas (3,12% dos eleitos) que se declararam favoráveis ao aborto são majoritariamente de legendas progressistas, de esquerda.
Mais de 320 parlamentares (63% das cadeiras da Casa) declararam diretamente ou fizeram menções a símbolos religiosos em mais de uma postagem no período eleitoral. E 89 deputados se manifestaram abertamente contra a ideia de que “religião e política não devem se misturar”.
No Senado Federal, dos 81 parlamentares, 45 (56%) declararam vínculo com alguma religião. E nenhum senador se posicionou favoravelmente, nas redes sociais, ao direito de interrupção da gravidez.
Sobre as composições familiares, 82 deputados (16%) identificados com o conservadorismo defenderam a chamada “família tradicional”, quando apresentaram suas candidaturas. E 11 deputados vinculam o cuidado com os filhos como uma atribuição das mulheres somente, sem mencionar qualquer divisão de cuidados.
Outro aspecto destacado na pesquisa é a baixa menção ao machismo (59 deputados ou 11,5% do total da Câmara) como um problema estrutural relacionado à violência contra as mulheres.
O estudo completo Perfil Parlamentar (2023-2026) Sob a Ótica da Agenda Feminista pode ser acessado aqui.
Desafios do novo Parlamento
No estudo, o Cfemea avalia que a realidade da política brasileira, “com a presença neoconservadora e da extrema direita no parlamento brasileiro, demostra quase nenhuma ou pouca afinidade com as pautas relacionadas aos direitos sexuais e reprodutivos, assim como os pilares democráticos”.
Na Câmara, na última legislatura, foram abordadas pautas como a defesa do não nascido e o direito à vida deste, com Estatuto do Nascituro; a dita proteção de crianças contra o ativismo LGBTQIA+ e a regulamentação do homeschooling.
Em seu segundo mandato, a deputada Sâmia Bomfim (PSOL-SP) avalia como serão os trabalhos com a nova Câmara mais conservadora. “Essas novas lideranças femininas na política vão tentar levar o debate como se aquelas que lutam pelo direito das mulheres fossem suas inimigas. Mas, acho difícil que consigam retroceder concretamente nas leis brasileiras no que diz respeito às mulheres, porque existe muita força social para que o Brasil não admita retrocessos na pauta. Eu confio muito no poder de mobilização das mulheres brasileiras.”
Para a deputada, a aprovação de projetos de lei prioritários ao movimento feminista passa também pela articulação do atual governo federal, considerado mais progressista. “Os direitos das mulheres têm que estar presentes. Se depender só da composição do Congresso, se não houver um esforço que venha também do Executivo, de fato, a gente pode ter dificuldade de avanços em temas que não precisam nem ser tão polêmicos, mas que são necessários para o Brasil, como a igualdade salarial, ou mesmo, outras medidas de enfrentamento ao machismo.”
Futuro dos direitos das mulheres
No estudo, o Cfemea calcula que apenas um quinto do Congresso Nacional vai continuar a defender pautas feministas como “o combate às violências por razões de gênero, a diversidade das composições de família, o direito ao aborto legal e seguro e a laicidade do Estado”.
A senadora Zenaide Maia (PSD-RN) disse à Agência Brasil que tem a expectativa de que “a ideologia não impeça o avanço dos direitos das mulheres.” Ela elenca pautas prioritárias: “Precisamos cobrar da Câmara a votação do projeto da igualdade salarial entre homens e mulheres que desempenham a mesma função na mesma empresa [PLC 130, de 2011]. Outra: é preciso garantir a recomposição do orçamento de proteção à mulher. O governo anterior não aplicou R$ 1 na Casa da Mulher Brasileira, no ano passado, e reduziu a quase zero os recursos das políticas públicas de acolhimento e combate à violência contra a mulher.”
No Senado também é preciso construir acordos com diferentes bancadas, avalia o senador Paulo Paim (PT-RS), em entrevista à Agência Brasil. “O momento é de união, de conscientização e de reconstrução do Brasil. O diálogo com todos é o caminho para aprovação de matérias tão importantes.” Ele cita o que já vem sendo feito: “O Senado Federal conta com a Procuradoria da Mulher, liderada pela senadora Leila Barros [PDT-DF]. Temos ainda a Comissão de Direitos Humanos, que sempre defendeu essa causa e é um espaço que acolhe e dá voz às mulheres. A bancada feminina ainda é pequena, contudo, as senadoras são extremamente aguerridas e realizam um belo trabalho com os parlamentares homens comprometidos com a temática.”
Mulheres do Brasil e do mundo na política
Pela primeira vez, em 2023, as mulheres estão em todos os parlamentos do mundo, de acordo com o último relatório anual da União Interparlamentar, organização global que reúne 193 países. O relatório global mostra que, em 2023, as mulheres ocupavam, em média, 26,5% dos assentos dos parlamentos pelo mundo. Mas, no Brasil, apesar do aumento de 18,2%, no número de deputadas na última eleição (2022), os 17,7% das vagas ocupadas por mulheres na Câmara ainda apontam uma sub-representação feminina no Parlamento, em relação aos dados mundiais.
A legislação eleitoral brasileira traz incentivos à participação das mulheres na política. Os partidos políticos devem indicar 30% de mulheres aos cargos eletivos, além de destinar, no mínimo, 30% dos recursos públicos do Fundo Especial de Financiamento de Campanha – mais conhecido como Fundo Eleitoral – para apoiar candidaturas femininas. Os partidos também devem reservar pelo menos 30% do tempo de propaganda gratuita no rádio e na televisão às campanhas de mulheres. Contudo, os estímulos não foram suficientes.
A ONU Mulheres, criada em 2010, incentiva a participação efetiva das mulheres na vida política, em todo o planeta. Em entrevista à Agência Brasil, a analista de Programas da ONU Mulheres – Brasil, Ana Claudia Pereira, defendeu a liderança plena das mulheres na política para construção de uma sociedade mais justa e igualitária. “É uma questão de garantia dos direitos políticos das mulheres de participarem da vida pública em condições de igualdade, em relação aos homens. Por outro lado, é um tema também de desenvolvimento, porque a presença das mulheres, de mais da metade da população, de uma forma mais significativa nas instâncias decisórias, inclusive, no Congresso Nacional, leva a decisões que contemplam essa metade da população de uma forma mais eficiente. O que permite que a gente supere dificuldades do próprio desenvolvimento socioeconômico do país.”
No país, a ONU Mulheres – Brasil tem atuado em conjunto com as parlamentares da bancada feminina. “A gente atua tanto oferecendo insumos, assessoria técnica, informações, dados, quanto apoiando e advogando publicamente por temas que são de grande relevância, como o enfrentamento da violência política de gênero”, conta Ana Claudia Pereira. “A ONU Mulheres soma esforços para que esses temas e outros ganhem visibilidade também e que seja possível conhecer experiências de outros países ou até dados do próprio contexto brasileiro.”
Ana Claudia conta como será a agenda de trabalhos com a legislatura recém-iniciada. ”Continuaremos tendo essa mesma abordagem. Esperamos que tenha uma agenda de trabalho consistente e bem articulada no tema de ações para promover e garantir os direitos humanos das mulheres”.
Representação de todas as mulheres no Parlamento
Do total de 91 deputadas brasileiras, foram eleitas nove mulheres negras e quatro indígenas: Sônia Guajajara (PSOL-SP), que ministra dos Povos Indígenas; Célia Xakriabá (PSOL-MG), Juliana Cardoso (PT-SP) e Silvia Waiãpi (PL-AP). E, pela primeira vez na história, a Câmara dos Deputados tem em sua bancada feminina duas deputadas trans: Erika Hilton (PSOL-SP) e Duda Salabert (PDT-MG).
O estudo do Cfemea destaca a necessidade de o Parlamento brasileiro se aproximar das agendas feministas e antirracistas. O centro feminista se preocupa com a apresentação de propostas que “podem fortalecer as violências por razões de gênero e raça”.
A analista de Programas da ONU Mulheres – Brasil, Ana Claudia Pereira, chama a atenção, particularmente, para grupos de mulheres que nem sempre são contemplados pelas políticas. “Estamos falando das mulheres negras, indígenas, lésbicas, bissexuais, transexuais e, também, mulheres com deficiência. Esses são grupos que, historicamente, enfrentam barreiras no acesso às políticas públicas e a direitos para os quais as casas legislativas podem, realmente, aportar muitas medidas, escutá-las.”
Para a senadora Zenaide Maia, a falta de projetos e políticas públicas voltadas aos direitos das mulheres “são o retrocesso civilizatório e o empobrecimento da base da sociedade, que é formada em sua maioria por mulheres negras”. “São essas mulheres as mais afetadas pelas crises econômicas, pelas pandemias, pela violência doméstica e outros problemas sérios da nossa sociedade, que é estruturalmente machista e racista”, observa.
O senador Paim acredita que “todas as pautas que tramitam no Congresso Nacional impactam diretamente e indiretamente as mulheres, principalmente, as mulheres negras, que são invisibilizadas pelas políticas públicas”. “As mulheres precisam estar onde elas quiserem, para o Brasil avançar de fato e de direito”, finaliza o parlamentar negro.
Agência Brasil
Isabella de Roldão

Isabella de Roldão participa da abertura da Semana da Mulher na Assembleia Legislativa de Pernambuco

A vice-prefeita da capital pernambucana ressaltou a importância de mais e mais mulheres participarem ativamente da construção diária da política

Isabella de Roldão
Fotos: @carolbezerrafoto
Primeira mulher a ocupar o cargo de vice-prefeita da história do Recife, Isabella de Roldão foi uma das convidadas da cerimônia de abertura da Semana da Mulher da Assembleia Legislativa de Pernambuco. Bastante exaltada na sua chegada no evento, Isabella reforçou durante o seu discurso a importância das mulheres permanecerem na vida pública, apesar de todas as dificuldades enfrentadas no meio político, majoritariamente composto por homens, e de conciliar com as diversas atribuições diárias.

“Primeiro eu gostaria de desejar um feliz oito de março para todas as mulheres que constroem a nossa cidade e o nosso estado. A mulher brasileira é feita de coragem. Sabemos o quão desafiador é para as mulheres entrarem na política. Entrar na política já é difícil e permanecer é um ato ainda maior de resistência”, ressalta Isabella.

Para a vice-prefeita do Recife, o grande despertar da data de hoje é conscientizar as meninas e mulheres a se interessarem cada vez mais pela política. “Sempre que posso, incentivo as mulheres a aprenderem mais sobre política. Por exemplo: eu adoro receber crianças no meu gabinete e ontem recebi um grupo de estudantes de 10 anos. Fiz questão de inspirar as meninas a entrarem na política, afinal, são essas crianças que irão construir nosso futuro.”
Abrindo o evento, o presidente da Alepe, Álvaro Porto, ressaltou o papel da Assembleia na luta pelo direito feminino. “Hoje é o dia que o mundo inteiro reverencia e celebra as conquistas femininas. A Assembleia Legislativa de Pernambuco se coloca como uma aliada na luta pela ampliação desses direitos.” Também discursaram sobre o tema as deputadas estaduais Rosa Amorim e Dani Portela, presentes na solenidade que contou ainda com a palestra da jornalista e cientista política, Priscila Lapa.
Encontro com as secretárias da Prefeitura
Depois do evento na Alepe, a vice-prefeita do Recife, Isabella de Roldão, participou de um almoço com as secretárias e ex-secretárias da Prefeitura do Recife, em celebração à data. Participaram do encontro Ana Paula Vilaça, Luciana Albuquerque, Ana Rita Suassuna, Glauce Medeiros, Cinthia Mello e Adynara Gonçalves, além das ex-secretárias Eduarda Médicis e Erika Moura.
UVP

Tentativa de fraude na eleição da UVP revela perspectiva de mudança

UVP
Foto: Divulgação/ UVP
A União dos Vereadores de Pernambuco está envolvida em mais uma polêmica provocada pelo seu presidente, o vereador Léo do Ar, que está tentando fraudar o processo de sucessão da entidade impedindo opositores de participar da eleição.
Ao final de seu mandato à frente da UVP, marcado pelo enfraquecimento da entidade e por suspeitas envolvendo sua gestão, a atual direção tem realizado diversas manobras para tentar barrar a participação de chapas adversárias no processo eleitoral, que deve acontecer nas próximas semanas.
Assustado com a união dos dois maiores grupos de vereadores do estado para entrar na disputa e diante da possibilidade de perder o domínio da entidade, que já dura vários mandatos, o grupo comandado pelo atual e pelo ex-presidente tomou uma série de medidas para tentar concorrer em chapa única.
A primeira delas foi a criação de um site falso, onde foi publicado o edital de convocação do processo eleitoral, numa tentativa de esconder a documentação dos demais candidatos.
O site oficial da UVP é o www.uvp.com.br, cujo domínio está em nome da entidade, porém o edital do processo eleitoral foi publicado no site www.uvpernambuco.com.br, que pertence a uma pessoa física que não exerce nenhum cargo na UVP.
Outra prova da tentativa de fraude é que o informativo sobre a realização das eleições postado no site tem data de 17 de fevereiro de 2023, mas uma investigação revelou que o site só foi criado no dia 27 do mesmo mês e ano.
Vários outros pontos estão sendo investigados, como o estabelecimento do prazo final para registro de chapas em um sábado, para dificultar a produção de documentos dos membros das chapas adversárias, e a marcação da data da eleição para o dia 03 de abril, uma segunda-feira, em um formato completamente diferente do habitual, onde as eleições acontecem sempre acontecem durante a realização de um congresso, para que o processo ocorra de forma transparente e democrática e todos os vereadores possam participar com as devidas liberações de suas Câmaras.
Finalmente, o atual presidente tem disseminado uma sequência de fake news no meio político, afirmando que teria o apoio de opositores e que a chapa de oposição não foi registrada graças à esse acordo.
O grupo de oposição já está procedendo com todas as ações necessárias para levar as provas da fraude à justiça, para restabelecer a Verdade sobre o caso e fazer com que a atual direção cumpra os trâmites legais com relação à eleição.
Todas essas movimentações do grupo liderado pelo vereador Léo do Ar confirmam que existe um sentimento de mudança muito forte na entidade e que a estratégia da atual direção é tentar barrar a oposição por já ter consciência de que caso haja um processo eleitoral limpo e transparente o atual presidente não ter nenhuma chance de se eleger.
Gleide Ângelo

Gleide Ângelo e Ministro da Pesca discutem ações para pescadoras e marisqueiras

Gleide Ângelo
Foto: Adriana Lima – MPA

Cumprindo agenda administrativa em Brasília, a deputada Delegada Gleide Ângelo esteve em reunião com o ministro da Pesca e Aquicultura, André de Paula, e com a secretária Nacional da Aquicultura, Tereza Nelma. O deputado federal Felipe Carreras, grande parceiro político da Delegada, também participou do encontro.
Em pauta, a parlamentar apresentou algumas propostas de ações que visam o fortalecimento de políticas voltadas para as mulheres que vivem artesanalmente do extrativismo marinho em rios, mangues e estuários — como as pescadoras, aquicultoras, marisqueiras, catadoras de ostras, caranguejos e outros animais marinhos, por exemplo. “As mulheres que vivem da pesca artesanal e de outras atividades semelhantes vivem uma realidade de invisibilidade social. Por isso, trago aqui para o ministro um conjunto de projetos que vão ajudar na valorização do trabalho dessas mulheres que desempenham um papel fundamental na dinâmica econômica de muitas regiões do litoral pernambucano e nordestino”, pontuou.
Nesta quarta-feira (08), o ministro André de Paula vai fazer o lançamento de um programa de valorização das mulheres que vivem da aquicultura e da pesca artesanal e acolheu com entusiasmo a iniciativa da deputada “Receber Gleide às vésperas do Dia Internacional da Mulher é muito especial, ainda mais quando ela nos traz um conjunto de ações que vão ser incorporadas em nosso planejamento de trabalho desse ano, assim como dos próximos (anos), declarou o ministro.
SENADO — A Delegada Gleide Ângelo também se encontrou com o senador pernambucano Fernando Dueire, que foi empossado no último mês de dezembro, após o titular Jarbas Vasconcelos solicitar afastamento para tratamento de saúde. A deputada falou sobre sua pauta de trabalho e recebeu um aceno afirmativo do senador. “Foi um prazer conhecer de perto a potência que é a deputada e, pode ter certeza, depois desse encontro estaremos muito mais alinhados com os projetos que me foram apresentados”, comentou o senador. A deputada Gleide segue em Brasília até a próxima quinta-feira (09) e ainda terá reuniões nos ministérios da Ciência, Tecnologia e Inovação, do Planejamento e Orçamento, das Cidades do Brasil e das Mulheres.
Sileno Guedes

Sileno vai buscar apoio federal para enfrentamento aos incidentes com tubarões no Grande Recife

Deputado estará em Brasília nesta quarta-feira (8) e procurará manter diálogo com autoridades como a ministra Luciana Santos, da Ciência, Tecnologia e Inovação

Sileno Guedes
Imagens: Wesley D’Almeida/Arquivo
O deputado estadual Sileno Guedes (PSB) anunciou, nesta terça-feira (7), durante reunião plenária na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), que vai buscar apoio do Governo Federal para o enfrentamento aos incidentes com tubarões na Região Metropolitana do Recife. De acordo com o parlamentar, os impactos gerados pelo problema extrapolam as fronteiras locais, demandando envolvimento nacional. Nesta quarta (8), Sileno estará em Brasília e vai procurar manter diálogo com autoridades que compõem a equipe do presidente Lula (PT), como a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos (PCdoB).
“A questão do turismo em nossas praias não diz respeito apenas a Pernambuco, mas também ao Brasil. O Nordeste e o litoral pernambucano são destinos de interesse nacional e até fora do Brasil. Dito isso, acho importante resgatar que, em 2004, o então ministro [da Ciência e Tecnologia] Eduardo Campos foi quem fez o primeiro convênio com a Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), originando, naquela época, o projeto chamado Protuba. Os estudos começaram a ser feitos e vieram a ser interrompidos pelo Governo do Estado não em 2015, como vem sendo dito, mas em novembro de 2014”, recapitulou.
Ainda segundo Sileno, a busca por estratégias para o tema é complexa, já que envolve fatores ambientais e socioeconômicos. “Temos que lembrar que a praia é um ambiente gratuito e democrático para uma parcela da população que não pode pagar para ter lazer, além de ser o local de onde milhares de comerciantes tiram seu sustento. Foi muito importante a iniciativa da governadora Raquel Lyra (PSDB) de procurar parcerias com as universidades, mas precisamos também envolver o Governo Federal, incluindo, por exemplo, o Ministério da Ciência e Tecnologia, que pode ajudar muito nesse processo de pesquisa. Amanhã estarei em Brasília e vou procurar a ministra Luciana Santos para pedir que ela faça gestão junto ao Governo do Estado para envolver o Governo Federal nesse tema”, completou o deputado.
Sileno Guedes

Sileno Guedes e João Chaves entregam obras de calçamento rural em São Caetano

Deputado estadual e vereador atuam em parceria para levar dignidade a moradores da zona rural do município

Sileno Guedes
Imagens: Wesley D’Almeida
O deputado estadual Sileno Guedes (PSB) esteve, na quinta-feira (2), em São Caetano, no Agreste, para entregar obras de calçamento rural. A iniciativa, que vem sendo executada desde o ano passado em parceria com os mandatos do vereador João Chaves e do ex-deputado federal Wolney Queiroz (PDT), tem o objetivo de levar dignidade a moradores das áreas mais afastadas.
Durante a visita, Sileno passou por localidades como Vila Santa Luzia e Sítio Onça, esse último, contemplado pelo calçamento no pátio da igreja da comunidade. Anteriormente, o Sítio Jacaré já havia recebido uma obra de calçamento rural. A agenda foi acompanhada pelo vereador João Chaves, por lideranças políticas e pelas comunidades envolvidas, que agradeceram a entrega.
“Hoje estamos aqui cumprindo uma agenda fora do nosso gabinete, mais perto do povo, e tendo a satisfação de entregar as obras desse projeto conduzido pelo vereador João Chaves. Calçamento melhora os acessos e traz, sobretudo, dignidade. É muito gratificante ver a alegria de cada pessoa aqui beneficiada. Estou me colocando à disposição para ser uma ponte entre vocês e o Recife e também em relação a investimentos federais que podem beneficiar o município de São Caetano”, disse Sileno.
Alepe

Joaquim Lira é eleito presidente da Comissão de Administração da Alepe

Alepe
Foto: Divulgação
Nesta quarta-feira, 01 de março, o deputado estadual Joaquim Lira (PV) foi eleito para presidir a Comissão de Administração Pública da Assembleia Legislativa do Estado de Pernambuco. O parlamentar já havia integrado a comissão no papel de vice-presidente, sendo fundamental na tomada de decisões do colegiado nos seis anos em que esteve no posto.
Agora como presidente, Joaquim Lira comandará uma das principais comissões da casa, que tem como atribuições avaliar e opinar sobre proposições que tratem da organização e funcionamento da máquina estadual, além da política de recursos humanos. A comissão também faz a análise de proposições que versem sobre o patrimônio, serviços públicos, licitações e contratos administrativos.
“Me sinto honrado com a missão que me foi confiada. Sei que assumo ainda mais responsabilidades e comprometimento com a causa, e me dedicarei para desempenhar com êxito essa gestão bienal na 20° legislatura da Casa de Joaquim Nabuco”, destacou o parlamentar.
Edna Gomes

Ex-vice-prefeita do Cabo, Edna Gomes, deixa o grupo do Deputado Estadual Lula Cabral

Aliada de mais de 27 anos deixa o grupo da família Cabral

Edna Gomes
Foto: Divulgação
A ex-secretária municipal de assitência sociais, que ocupou também o cargo de vice-prefeita, e vereadora do Cabo de Santo Agostinho, aliada histórica do ex-prefeito e Deputado Estadual Lula Cabral (SD), anunciou seu rompimento político nesta quarta-feira (01/03).
Em nota Edna esclareceu seus motivos ainda de forma inviesada e subliminar sobre a sua saída, e qual rumo tomará a partir de agora na política local, ela é sondada para assumir uma secretaria executiva de combate as drogas no governo do atual prefeito Keko do Armazém (PL).
Nota
Em razão das especulações sobre novos projetos em minha trajetória de gestão pública e militância política, quero afirmar que continuo dedicada à construção de alternativas e políticas , capazes de apoiar aqueles que são a justa e única razão de minha caminhada: O povo simples, trabalhador e vulnerável do Cabo de Santo Agostinho.
No momento atual do país , em que a fome bate a porta e leva consigo a perspectiva e a esperança do nosso povo, reafirmo minha disposição, compromisso e dedicação de caminhar por todo nosso município, apoiando, debatendo e sobretudo, acolhendo quem mais precisa e sempre dedicou confiança, apoio e gratidão ao meu trabalho.
Quanto a política partidária ou espaços de atuação na gestão, farei esse debate em tempo oportuno, em um novo ciclo, com novos desafios, novos parceiros e principalmente, valorizando a construção coletiva, o afeto e fidelidade. Sou forjada na luta, no enfrentamento em favor dos mais humildes e no bom debate de ideias e assim continuarei atuando.
Que seja um tempo feliz para todos nós!
Edna Gomes