Equipe do Samu é atacada a tiros ao atender ferido em Teresina

Uma enfermeira e o motorista da ambulância foram baleados. A equipe atendia uma vítima de tiro por arma de fogo quando foi surpreendida pelos disparos

Foto: Divulgação

Uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi atacada a tiros quando fazia um atendimento, na noite deste sábado (15/7), em Teresina, capital do Piauí.
Uma enfermeira e o motorista da ambulância foram baleados. A equipe atendia uma vítima de tiro por arma de fogo quando foi surpreendida pelos disparos. Até a manhã deste domingo (16/7), os suspeitos eram procurados. O Conselho Regional de Enfermagem (Coren) considerou o ataque à equipe médica “ato de covardia extrema”.
O ataque a tiros aconteceu no bairro Vamos Ver o Sol, na zona sul da cidade. Os profissionais colocavam a vítima na maca quando os ocupantes de uma moto passaram atirando. Foram feitos ao menos quatro disparos. O motorista foi atingido na perna e teve fratura exposta. A enfermeira Laumary Caminha também foi atingida na perna. O médico da equipe assumiu o volante da viatura e levou os feridos para o Hospital de Urgência de Teresina (HUT).
O motorista passou por cirurgia e permanecia internado neste domingo. De acordo com o município, o estado de saúde evoluiu de forma satisfatória e ele passa bem. A enfermeira foi transferida para um hospital particular e recebeu alta no início da tarde deste domingo.
A Polícia Militar do Piauí foi acionada e realizou rondas na região, na tentativa de localizar e prender os suspeitos. Até a manhã deste domingo, ninguém tinha sido preso. A Polícia Civil assumiu a investigação do caso e realizou perícia no local dos disparos. A motivação do ataque será apurada.
Em nota, o Coren lamentou o ataque à profissional durante o exercício de sua profissão. “Ato de covardia extrema, o episódio evidencia o risco ao qual profissionais de Enfermagem são expostos diariamente, com pouca ou nenhuma segurança durante o horário de trabalho. É inadmissível que ainda tenhamos que nos deparar com casos como esse enquanto desempenhamos nossas atividades”, disse. O conselho informou que acompanha o desenrolar do “lamentável incidente” e cobrou a completa apuração do caso.
A Fundação Municipal de Saúde, que opera o Samu e o sistema de saúde da capital piauiense, lamentou o acidente e disse que presta apoio às vítimas.

Correio Braziliense

Armas de Fogo

Exército fiscalizou menos de 3% dos CACs em 2022; em 2019 foram apenas 7%

Brasil registra quase 800 mil CACs, mas fiscalização alcançou pouco mais de 21 mil pessoas registradas como caçadores, atiradores e colecionadores

Armas de Fogo
Foto: Reprodução/Whatsapp

Um levantamento feito pela Globonews, via Lei de Acesso à Informação, mostrou que menos de 3% dos CACs (colecionadores, atiradores desportivos e caçadores) foram fiscalizados pelo Exército em 2022. O número é o menor índice de fiscalização dos últimos quatro anos, na contramão do número de CACs no país, que mais que dobrou no período.
O número de CACs registrados em 2019 era de 167.390 pessoas, sendo que no ano, foram fiscalizados apenas 11.574, o que corresponde a aproximadamente 7%.
Ao longo do governo do Bolsonaro, o número de licenças subiu exponencialmente, sendo registrados em 2022, 792.511, enquanto o Exército fiscalizou pouco mais de 21 mil pessoas nesse período, totalizando 2,7%.
Durante os anos de 2020 e 2021, o número de pessoas fiscalizadas também foi pequeno, sendo 3,5% em 2020 e 3,3% em 2021.
Durante o período que estava na presidência, Bolsonaro flexibilizou o acesso a armas de fogo e munição. Cada pessoa pode possuir até dois registros como Caçador, Atirador ou Colecionador, com um limite máximo de 60 armas por pessoa.
O Correio entrou em contato com o Exército Brasileiro para buscar mais informações sobre os dados, mas não obteve resposta até o momento. Em caso de manifestação, o texto será atualizado.
correio Braziliense

Homem é preso com uma tonelada de fios de cobre roubados na Região Metropolitana de Recife

 

Foto: Divulgação/Polícia Civil
Em Paulista, na Região Metropolitana de Recife, um homem foi preso em flagrante pela Polícia Civil de Pernambuco enquanto queimava cabos de cobre roubados para extrair o metal. Foram apreendidos uma tonelada de fios com o suspeito.
O material estava dividido 10 sacos com cerca de 80 kg cada. Segundo o delegado responsável pelo caso, Adyr Almeida, da 8ª Delegacia Seccional de Paulista, a polícia encontrou o suspeito por meio de uma denúncia de queima dos fios.
O homem, de 42 anos, confessou o delito, explicando que começou a roubar fios de cobre no fim do ano passado, depois de ficar desempregado. As investigações apuraram que o material ilegal pertencia a companhia telefônica em que o suspeito trabalhava.
“Ele confidenciou para a gente que já trabalhou numa empresa terceirizada dessa empresa vítima. E a gente acredita que, devido a isso, ele teria alguma predileção por esse tipo de cabeamento, já que foi só dessa empresa que a gente conseguiu identificar. Também devido à qualidade do material, a gente acredita que ele tenha incorrido nesse crime rotineiramente contra essa mesma empresa”, informou o delegado.
Adyr Almeida comentou sobre os danos que essa prática pode causar em toda a cidade. “Não só o prejuízo material da empresa de telefonia, mas também os próprios clientes são prejudicados com esse tipo de ação criminosa, já que delegacias, hospitais, escolas ficam sem internet, sem telefone, sem televisão, e isso acarreta prejuízo financeiro para comércios”.
O inquérito ainda não foi finalizado e as investigações da polícia seguem para aprofundar melhor o caso.

Homem é preso por guardar material com cenas de abuso sexual infantil

 PF cumpriu mandado judicial na casa do investigado, em Macapá

Foto: Reprodução/PF
Um homem foi preso em flagrante, na manhã desta sexta-feira (14), em Macapá, por armazenamento de material (vídeos) contendo cenas de abuso sexual infantojuvenil. A prisão é resultado da Operação Ócio, deflagrada pela Polícia Federal (PF) que cumpriu mandado judicial de busca e apreensão na residência do investigado.
A ação foi possível após rastreamento feito por organismos internacionais que visam denunciar crimes de abuso sexual infantil na rede mundial de computadores, bem como pelo Serviço de Repressão a Crimes de Ódio e Pornografia Infantil, da Polícia Federal, em Brasília, que encaminhou o caso para a Superintendência da PF no Amapá.

Vídeos e fotos

A investigação indicou que o suspeito teria armazenado mais de uma centena de mídias, entre fotos e vídeos, em equipamentos eletrônicos cadastrados no nome da irmã e da mãe dele, já falecida.
O investigado poderá responder pelo crime de armazenamento de material contendo abuso sexual envolvendo crianças e adolescentes. De acordo com a PF, em caso de condenação, a pena pode chegar a quatro anos de reclusão e multa.

Agência Brasil

Polícia Federal investiga rede de tráfico de pessoas do Brasil para a Itália

Segundo as investigações, mulheres são levadas para Nápoles para prostituição. Há pelo menos dez vitimas de São Paulo, Rio de Janeiro, Mato Grosso, Acre e Sergipe

Foto: Agência Brasil

A Polícia Federal (PF) investiga uma rede de tráfico internacional de pessoas que já levou ao menos dez mulheres do Brasil para Nápoles, no sul da Itália. Segundo as investigações, que correm na PF de Mato Grosso, vítimas de São Paulo, Rio de Janeiro, Acre, Sergipe e Mato Grosso já foram identificadas.
Segundo a PF, o esquema é comandado por um suspeito brasileiro que mora na Itália, onde mantém uma casa de prostituição, e tem apoio da irmã, que mora em Cuiabá (MT).
A investigação aponta que o apoio logístico e financeiro do aliciamento, bem como a “lavagem do dinheiro da cafetinagem”, é realizado na capital de Mato Grosso. A PF diz que a irmã também participa dos lucros do tráfico de pessoas.
A investigação aponta que as vítimas são atraídas por promessas de melhor qualidade de vida mediante prostituição no exterior. Contudo, para que possam chegar na Itália sem recursos, precisam aceitar e contrair antecipadamente uma dívida em torno de 10 mil euros (cerca de R$ 50 mil).
“Uma vez chegando no destino, as vítimas são mantidas em alojamento descrito como insalubre, sujo e inadequado para moradia, cuja diária deve ser igualmente paga”, aponta a PF.
Em depoimentos, vítimas afirmaram que sofriam ameaças, assim como seus familiares residentes no Brasil, em caso de fuga ou insurgência. Elas relataram ainda sofrer pressão para trabalhar, independentemente da situação de saúde, inclusive, com uma meta mínima a ser atingida por dia.
Com base nos depoimentos e investigação inicial, a PF deflagrou a primeira fase da Operação Magnaccia, nesta quarta-feira (12), e cumpriu mandado de busca e apreensão na casa da irmã de quem seria o “chefe do esquema”, em Cuiabá. Documentos, aparelhos eletrônicos e cadernos com anotações foram apreendidos.
Com as medidas adotadas nessa primeira fase, a PF espera identificar outros envolvidos no tráfico internacional de pessoas investigado, bem como outras vítimas.

CNN Brasil

PF mira quadrilha que enviava cocaína ao exterior em carga de madeira

 Droga era enviada a partir do Porto de Paranaguá

Foto: Polícia Federal/PR
Polícia Federal e a Receita Federal deflagram nesta quinta-feira (13) a Operação Woodpecker, para investigar um grupo suspeito de tráfico internacional de drogas. De acordo com os investigadores, os integrantes ocultavam carregamentos de cocaína em cargas de madeira para exportação, saindo do país pelo Porto de Paranaguá.
Os investigadores contabilizam pelo menos cinco apreensões de droga vinculadas à atuação deste grupo, totalizando mais de 3 toneladas de cocaína.
Segundo a PF, os integrantes do grupo criminoso eram vinculados a uma empresa de transporte de contêineres que levava cargas de madeira até o Porto de Paranaguá para serem exportadas.
“Nessa condição, os investigados manipulavam os agendamentos de entrada dos caminhões da empresa no porto, com a intenção de retardar que os contêineres fossem descarregados. Nesse meio tempo, efetuava a ocultação dos carregamentos de cocaína no interior das cargas de madeira”, informou, em nota, a PF.
De acordo com os investigadores, o atraso na descarga dos contêineres tinha como finalidade “ganhar tempo para concretizarem a ação criminosa, sendo levados para locais onde eram abertos, desmontados os paletes de madeira e serradas as tábuas para o preparo dos compartimentos ocultos e acondicionamento da droga”.
Na sequência, as tábuas eram novamente arqueadas, os paletes remontados e o contêiner era levado o porto para ser enviado ao exterior. “Trata-se de método criminoso com consequências bastante prejudiciais ao comércio exterior e às empresas idôneas que atuam nessa atividade, pois danificam a carga lícita para colocação dissimulada da droga”, complementou a PF.
Sete mandados de prisão temporária e nove mandados de busca e apreensão estão sendo cumpridos nas cidades de Paranaguá e Pontal do Paraná, ambas no Paraná; em Balneário Camboriú (SC); e em Guarujá (SP). Suspeitos e empresas tiveram bens e imóveis sequestrados, além do bloqueio de bens, recursos e aplicações financeiras.
Se confirmadas as suspeitas, os investigados poderão responder pelos crimes de organização criminosa, tráfico internacional de drogas e associação para fins de tráfico, com penas que podem chegar a 50 anos de reclusão.

Agência Brasil

Carga ilegal de madeira é apreendida em caminhão no bairro de Caetés, em Abreu e Lima

Motorista do caminhão não apresentou documentação para transportar o material, infringindo o artigo 46 da Lei 9.605/98

Foto: Divulgação/PMPE

Um caminhão com carga ilegal de madeira foi apreendido, na noite dessa terça-feira (11), no bairro de Caetés, em Abreu e Lima, na Região Metropolitana do Recife (RMR).

De acordo com a Polícia Militar de Pernambuco (PMPE), agentes da Companhia Independente de Policiamento do Meio Ambiente (Cipoma) realizavam uma operação na área quando avistaram o veículo nas proximidades da Estação Ecológica da área.

Durante abordagem, foi constatada uma carga de aproximadamente 40 m³ de madeira nativa da Mata Atlântica.

A PM informou que o motorista do caminhão não apresentou documentação para transportar o material, infringindo o artigo 46 da Lei 9.605/98.

O caminhão, o condutor e um segundo homem, que se apresentou como dono da madeira, foram encaminhados para a Delegacia de Paulista, também na RMR, para adoção das medidas cabíveis.

Folha de Pernambuco

Polícia gaúcha participa de operação contra o neonazismo

A ação aconteceu em duas cidades do Rio Grande do Sul, na terça-feira (11)

Foto: Divulgação/Polícia Civil-Porto Alegre

A Polícia Civil do Rio Grande do Sul participou de uma operação de combate ao neonazismo, em parceria com a Polícia Civil de Santa Catarina, na terça-feira (11) nas cidades de Passo Fundo e Nova Petrópolis.
As equipes cumpriram mandado de busca e apreensão no estado gaúcho, com o apoio da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) de Passo Fundo e da Delegacia de Polícia de Nova Petrópolis.
Em Nova Petrópolis, na Serra Gaúcha, os policiais prenderam uma mulher em flagrante que tentou resistir e disparou contra os agentes. Na casa dela, foram encontrados duas armas, munições e diversos itens nazistas.
Já em Passos Fundo, a apreensão aconteceu em uma estamparia que fabricava camisas contendo símbolo nazista e supremacista. Todos os materiais foram apreendidos
Ação foi um desdobramento da Operação “Gun Project”, que investigou a criação de armas de fogo por impressoras 3D usadas por células nazista, em 2022. A delegacia de Repressão ao Racismo e a Delitos de Intolerância da Diretoria Estadual de Investigações Criminais da Polícia Civil de Santa Catarina foi responsável por deflagrar a operação.
Além das cidades mencionadas, foram cumpridos mandados judiciais nos municípios de Praia Grande, em São Paulo, e em Curitiba, Maringá e Marialva, no Paraná, e em Florianópolis, Blumenau, Joinville e Curitibanos, no estado de Santa Catarina.

Plano de Segurança na Amazônia vai contar com 34 postos de controle

A medida pretende manter vigilância constante de policiais na região

Foto: Ivars Utināns/Unsplash
Na terça-feira (11), o ministro da Justiça, Flavio Dino, anunciou que o Plano de Segurança na Amazônia vai criar 34 bases fluviais e terrestres para fazer manter sempre presente policiais federais e estaduais na região.
“Estamos propondo 34 novas bases, fluviais ou terrestres, dependendo da realidade de cada estado. Em cada base, teremos atuação da Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Força Nacional e as polícias estaduais. E, quando for o caso, das Forças Armadas, sobretudo na faixa de fronteira”, informou Dino.
O comunicado do ministro foi feito no noticiário estatal “A Voz do Brasil” na terça, que ainda contou sobre as orientações do plano que foram discutidas com todos os estados da região amazônica.
A apresentação do plano aconteceu em reunião, na semana passada, com a participação de Dino e de embaixadores e representantes estrangeiros de 23 países da União Europeia, em Brasília. Além disso, a Polícia Federal vem atuando desde o primeiro semestre do ano, inclusive em parceria com Agência da União Europeia para a Cooperação Policial (Europol).
Segundo o ministro, a presença de policiais não vai beneficiar apenas a Amazônia brasileira, mas toda a segurança nacional, pois a região é constantemente usada como ponto de crimes organizados, como garimpo e extração ilegal de madeira e narcotráfico internacional.
Outras mudanças que o plano prevê foram apresentadas pelo próprio presidente Lula: aumento e modernização das embarcações que patrulham nos rios, modernização de delegacias e agências de repressão marítima, mais operações na região e atualização tecnológica das aeronaves e equipamentos logísticos usados pelas Forças Armada.

PCC: Líder da facção Primeiro Comando da Capital é preso em resort de luxo em Pernambuco

Ele era responsável por gerenciar o tráfico de drogas a nível internacional

Foto: Reprodução/ PCPE

Um líder da facção paulista Primeiro Comando da Capital (PCC) foi preso em Pernambuco, nesta terça-feira (11).
De acordo com a Polícia Civil de Pernambuco (PCPE), o homem estava foragido desde 2020 e gerenciava o tráfico de drogas a nível internacional.
A prisão foi realizada em um resort de luxo no litoral pernambucano.
Há 20 anos integrando os quadros da organização criminosa, o homem seria responsável pelo transporte de mais de 15 toneladas de cocaína em um único ano.
Com o criminoso, foram apreendidos documento de identificação falso, cartões de crédito e celulares.
A organização criminosa a qual integrava o foragido é a maior do país, presente em todos os estados e com forte atuação internacional.
Criada em 1993 em presídio de São Paulo, a facção é responsável por parte relevante do fluxo internacional de drogas que saem do Brasil em direção a países do exterior.
De acordo com a PCPE, o grupo formado pelo PCC representa uma das maiores ameaças ao país.
A prisão foi realizada pela Polícia Civil de Pernambuco, em parceria com o Ministério Público de São Paulo (MPSP) e a Agência Brasileira de Inteligência (ABIN). O alvo da prisão estava sendo investigado pelo MPSP desde 2012.
O Centro de Inteligência Nacional da ABIN colaborou com a articulação entre as instituições e com informações acerca da relevância do alvo para a facção.

Folha de Pernambuco