Alunos tento aula com computadores

Governo Federal anuncia iniciativa para levar internet de qualidade às escolas públicas até 2026

Programa Escolas Conectadas vai beneficiar mais de 138 mil instituições de educação básica em parceria entre os ministérios da Educação e das Comunicações.

Alunos tento aula com computadores
Foto: Luís Osvaldo Grossmann
Nesta terça-feira, o Governo Federal revelou um ambicioso plano para universalizar o acesso à internet de qualidade em todas as instituições públicas de educação básica até o ano de 2026. Sob a iniciativa batizada de “Escolas Conectadas”, uma parceria entre os ministérios da Educação (MEC) e das Comunicações (MCom) promete viabilizar o acesso à internet rápida em mais de 138 mil escolas em todo o país, com um investimento estimado em R$ 8,8 bilhões.
No cenário local, o estado de Pernambuco enfrenta o desafio de garantir acesso à internet de qualidade em 2.122 instituições de ensino, o que representa 36% das 5.937 escolas públicas de educação básica presentes no estado. Atualmente, Pernambuco já conta com 3.815 escolas conectadas à banda larga fixa de fibra óptica. Além disso, o plano inclui a tarefa de oferecer conexão Wi-Fi em 3.110 instituições de ensino públicas pernambucanas.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva ressaltou a importância dessa iniciativa ao afirmar: “A educação das nossas crianças e jovens não pode esperar. Temos que ter um trabalho imenso para recuperar a capacidade dessas crianças voltarem a aprender. Com internet de qualidade em todas as escolas, o filho do pobre terá a mesma qualidade de ensino que o filho do rico.”
O objetivo do programa vai além de simplesmente fornecer internet às escolas; ele busca garantir que essa conexão seja de alta qualidade e constantemente monitorada. A meta é proporcionar conexão por fibra óptica ou via satélite com uma velocidade mínima de 1 Mbps por aluno. Em Pernambuco, onde há cerca de 1,6 milhão de matrículas na educação básica, o governo federal reporta que 358 escolas já contam com velocidade de internet monitorada e adequada, enquanto 1.755 têm velocidade monitorada, porém insuficiente, e 3.824 não possuem qualquer tipo de monitoramento.
Para as escolas que atualmente não possuem acesso à energia elétrica ou dependem de geradores fósseis (um total de 6 unidades escolares em Pernambuco), está previsto o provimento de conexão com a rede pública de energia ou o uso de geradores fotovoltaicos.
A Estratégia Nacional de Escolas Conectadas se divide em quatro eixos principais: implantação de infraestrutura de rede de alta velocidade, garantia de acesso à internet com velocidade adequada, instalação de redes Wi-Fi nas escolas e fornecimento de energia elétrica.
O ministro das Comunicações, Juscelino Filho, destacou o impacto positivo dessa iniciativa na educação: “Vamos contribuir com a aprendizagem digital e com o aperfeiçoamento da gestão das escolas. Os professores poderão usar recursos pedagógicos para melhor ensinar o conteúdo, e os alunos serão incluídos no mundo digital em que vivemos hoje. O Governo Federal vai investir pesado para que todas as escolas públicas desse país tenham uma internet de altíssima qualidade.”
A região Nordeste será a maior beneficiada, com um total de 49.953 escolas públicas obtendo acesso à internet de qualidade. Em seguida, estão as regiões Sudeste, Norte, Sul e Centro-Oeste, com 40.365, 20.366, 19.826 e 7.845 instituições de educação beneficiadas, respectivamente.
Os investimentos necessários para as ações relacionadas ao programa Escolas Conectadas totalizarão R$ 8,8 bilhões. Desses, R$ 6,5 bilhões serão provenientes do eixo “Inclusão Digital e Conectividade” do Novo PAC, destinados à implantação de conexão à internet e redes internas nas escolas. Os recursos virão de quatro fontes distintas: o Leilão do 5G, o Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (Fust), o Programa de Inovação Educação Conectada (PIEC) e a Lei 14.172 de 2021.
Adicionalmente, serão alocados R$ 2,3 bilhões de três fontes diferentes: R$ 1,7 bilhão da Lei 14.172/2021, R$ 350 milhões do PIEC e R$ 250 milhões do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT). Com essa iniciativa, o Governo Federal busca transformar a educação pública brasileira, oferecendo oportunidades igualitárias a todos os estudantes, independentemente de sua origem ou localidade.
Egape

Egape oferece mil vagas em cursos gratuitos a distância

Cursos abrangem áreas de administração e audiovisual; inscrições podem ser feitas online até o preenchimento das vagas

Egape
Foto: Reprodução
A Escola de Governo de Administração Pública de Pernambuco (Egape) está oferecendo mil vagas em cursos gratuitos de capacitação nas áreas de administração e audiovisual. As inscrições estão abertas e podem ser feitas pela internet até que todas as vagas sejam preenchidas. Os cursos são promovidos pela Secretaria Estadual de Administração (SAD) e são ministrados na modalidade a distância, sem tutoria.
Para se inscrever, os candidatos precisam ter concluído o ensino médio. Cada curso possui 250 vagas disponíveis e carga horária variável, que varia de 10 a 60 horas. Abaixo estão os cursos oferecidos:
  • Riscos nas contratações públicas – 10 horas – Período: 16 a 30 de outubro.
  • Ética e cidadania – 20 horas – Período: 9 a 30 de outubro.
  • Audiovisuais: arte, técnica e linguagem – 60 horas – Período: 9 a 13 de novembro.
  • Compliance no setor público: estratégia para a boa governança – 20 horas – Período: 9 a 30 de outubro.
Além desses quatro cursos destinados ao público em geral, a Egape também oferece 34 cursos para servidores estaduais e municipais em diversas áreas, como administração e legislação. É importante ressaltar que cada participante pode se inscrever em apenas um curso por período. Caso alguém se inscreva em mais de um, a primeira escolha será considerada, e as demais inscrições serão canceladas automaticamente.
A Egape disponibilizou contatos para tirar dúvidas sobre os cursos e inscrições, incluindo números de telefone: (81) 3183-8065, (81) 3183-8058 e (81) 3183-8022, além do e-mail egape.ead@gmail.com.
Biblioteca

Senado aprova projeto que cria Sistema Nacional de Bibliotecas Escolares

Proposta visa aprimorar e expandir bibliotecas escolares, promovendo a cultura da leitura no Brasil

Biblioteca
Foto: Reprodução
O Senado Federal aprovou o Projeto de Lei (PL) que estabelece a criação do Sistema Nacional de Bibliotecas Escolares. Agora, o projeto segue para análise na Câmara dos Deputados. A iniciativa tem como objetivo principal a implementação de novas bibliotecas e o aprimoramento das já existentes, com apoio técnico e financeiro da União, com o intuito de promover a cultura da leitura no país.
O PL 5656/2019, de autoria da deputada Laura Carneiro (PSD-RJ), foi relatado na Comissão de Educação e Cultura do Senado pela senadora Teresa Leitão (PT-PE). O projeto prevê a ampliação, organização e preservação dos acervos das bibliotecas escolares. Além disso, a proposta determina que o acervo de livros seja adequado ao número de alunos matriculados e à realidade da escola e da comunidade em que está inserida.
A senadora Teresa Leitão ressaltou a importância da proposta em uma entrevista à Rádio Senado, destacando que ela trata de uma questão fundamental para o desenvolvimento do ensino no Brasil. Para a senadora, que é professora aposentada e coordenadora do Setorial Nacional de Educação do PT, “a leitura é um elemento básico da aprendizagem”, e “a existência de bibliotecas escolares atualizadas, organizadas e com acervo adequado é um requisito para garantir uma educação de qualidade”.
Uma das metas do projeto estabelece como limite para a universalização das bibliotecas escolares o ano de 2024, que corresponde à vigência do atual Plano Nacional de Educação.
Lula

Presidente Lula institui estratégia nacional para conectar 138,4 Mil escolas até 2026

Decreto visa garantir conectividade a escolas públicas em todo o país, com a participação de vários ministérios e financiamento do Fust e leilão do 5G

Lula
Foto: Reprodução/ Canal Gov
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou, nesta terça-feira (26), um decreto que estabelece a Estratégia Nacional de Escolas Conectadas. O objetivo do governo é conectar 138,4 mil escolas em todo o Brasil até o ano de 2026. O anúncio foi feito durante o programa “Conversa com o Presidente”, transmitido pelo Canal Gov.
“Estamos hoje assinando o decreto que institui a Estratégia Nacional de Escolas Conectadas. Vamos conectar 138.400 escolas em todo o país. Até 2026, vamos garantir que todas as nossas crianças estejam altamente conectadas com Wi-Fi e todas as demais necessidades”, afirmou o presidente Lula.
O ministro da Educação, Camilo Santana, que também participou do programa, destacou que mais da metade das escolas brasileiras não possui acesso Wi-Fi atualmente. Algumas escolas até têm alguma forma de conectividade, mas apenas na sala da direção, sem acesso para alunos e professores.
A estratégia envolverá um comitê composto por vários ministérios, incluindo Ciência e Tecnologia, Educação e Casa Civil. Os recursos para implementação serão provenientes do Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (Fust) e do leilão do 5G.
Camilo Santana enfatizou que a meta é garantir que, até o final de 2026, nenhuma escola pública fique sem conectividade para fins pedagógicos. Isso inclui não apenas o acesso à internet, mas também a disponibilidade de equipamentos, laboratórios de informática, tablets, computadores e redes Wi-Fi nas escolas.
Simão Durando

Escola Luiz Rodrigues de Araújo é revitalizada e entregue à comunidade do bairro Santa Luzia em Petrolina

Prefeito Simão Durando destaca compromisso com a educação e melhoria da infraestrutura escolar em evento de inauguração.

Simão Durando
Foto: Reprodução
Na segunda-feira (25), a comunidade do bairro Santa Luzia celebrou a inauguração da revitalizada Escola Luiz Rodrigues de Araújo, um marco importante para a educação do município. Com um investimento que ultrapassou R$ 2 milhões, a unidade escolar foi totalmente reformada e modernizada, trazendo melhorias significativas para os mais de 900 alunos que frequentam suas salas de aula.
O prefeito Simão Durando, acompanhado por pais, alunos, profissionais de educação, vereadores, lideranças e servidores aposentados da escola, que testemunharam a transformação do local, liderou a cerimônia de inauguração. A ação, parte do cronograma de comemoração dos 128 anos de Petrolina, representa um compromisso sólido da gestão municipal com a educação e a qualidade das instalações escolares.
Entre as melhorias realizadas na Escola Luiz Rodrigues de Araújo estão a climatização de todas as salas de aula, a construção de uma nova entrada, a reforma da quadra esportiva, a criação de espaços qualificados, como biblioteca e sala de AEE (atendimento educacional especializado), além de um novo bloco administrativo, refeitório, banheiros, cozinha e telhado. Houve também a substituição de pisos, revestimentos, portas, janelas, vidros, aparelhos sanitários, pias, bancadas e gradis, bem como a atualização de toda a instalação elétrica e hidrossanitária. A acessibilidade foi aprimorada, a pintura geral renovada e a iluminação foi modernizada com tecnologia LED.
Em seu discurso emocionado, o prefeito Simão Durando enfatizou o compromisso de sua administração com a educação e a melhoria da infraestrutura das unidades de ensino. Ele destacou que os investimentos em climatização das salas, melhores condições de trabalho para os professores e uma infraestrutura de qualidade são elementos cruciais para potencializar o aprendizado dos estudantes e garantir maior conforto.
“Temos uma educação de referência, graças aos investimentos realizados por nossa gestão municipal e ao trabalho incansável de uma dedicada equipe de professores, gestores e demais trabalhadores da rede municipal. Estamos realizando uma verdadeira revolução na educação, ampliando vagas, climatizando as salas, melhorando as condições de trabalho dos professores e garantindo uma infraestrutura de qualidade. Eu sou filho de um professor de escola pública, e ele sempre nos ensinou o valor da educação, trabalho e fé. Por isso, faço questão de retribuir à comunidade de Petrolina com trabalho, olhando nos olhos de cada petrolinense com sinceridade e comprometimento”, destacou o prefeito.
Fundaj

Fundação Joaquim Nabuco oferece mais de 500 vagas em cursos gratuitos

Inscrições abertas até 8 de outubro para cursos presenciais e a distância em diversas áreas

Fundaj

A Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj) anunciou a abertura de inscrições para 15 cursos gratuitos abrangendo áreas como educação, tecnologia e administração. Ao todo, são disponibilizadas 585 vagas. As inscrições podem ser realizadas pela internet até o dia 8 de outubro. 
Os cursos serão ministrados nas modalidades presencial, semipresencial e a distância mista (síncrona e assíncrona), conforme detalhado no edital, acessível online. As aulas presenciais acontecerão na Fundaj do Derby, localizada na Rua Henrique Dias, no centro do Recife.
Para efetuar a inscrição, é necessário apresentar a seguinte documentação: identidade e CPF; certidão de quitação eleitoral; cópia do comprovante de residência atualizado; termo de Compromisso.
Os cursos oferecidos incluem temáticas diversas, contemplando as seguintes vagas:
  • Atualização da Língua Portuguesa: 50 vagas
  • Avaliação de Políticas Públicas: explorando a modalidade da avaliação política da política: 30 vagas
  • Análise de Políticas Públicas: uma abordagem integrada para programas sociais: 25 vagas
  • Compras Públicas Sustentáveis: inovações e práticas: 40 vagas
  • Comunicação Apoiada para Pessoas Autistas: uma Perspectiva Sensorial e Motora: 50 vagas
  • Curadoria Cinematográfica para Salas de Cinema: 30 vagas
  • Danças Circulares na prática educativa: 25 vagas
  • Descolonizando-nos: corpo, poder e pensamento nas relações educativas: 30 vagas
  • Documentos Visuais como Fontes para Pesquisa e Ensino em História Social: 40 vagas
  • Elaboração de Programas e Projetos de Educação Ambiental para o Turismo e o Lazer em Áreas Protegidas: 50 vagas
  • Elaboração de Projetos de Pesquisa Científica em Educação e Sociologia: 30 vagas
  • Elaboração de Projetos Educacionais: 50 vagas
  • Implementação de Políticas Públicas no Nordeste: experiências, desafios e possibilidades: 40 vagas
  • Produção de Textos Científicos: 45 vagas
  • Promovendo a Diversidade em Organizações Públicas: da teoria à prática: 40 vagas
De acordo com a Fundaj, 25% das vagas estão reservadas para pessoas autodeclaradas pretas, travestis, transsexuais, transgêneras, pessoas com deficiência e aqueles que estudaram em escolas públicas. Além disso, 20% das vagas são destinadas a candidatos inscritos no Cadastro Único para os Programas Sociais (CadÚnico) do governo federal e a integrantes de famílias de baixa renda.
O período de matrícula será de 16 a 17 de outubro, e as datas de início das aulas para cada curso podem ser encontradas no edital oficial. Para mais informações e para realizar as inscrições, acesse o site da Fundaj.
MEC

MEC e Capes lançam programa para promover equidade na formação de professores

Parfor Equidade busca capacitar docentes para atender às demandas da educação indígena, quilombola, no campo e inclusiva.

MEC
Foto: Reprodução/G1
O Ministério da Educação (MEC) e a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) anunciaram o lançamento do Programa Nacional de Fomento à Equidade na Formação de Professores da Educação Básica (Parfor Equidade). A iniciativa tem como objetivo principal a capacitação de professores em licenciaturas específicas e pedagogos, visando atender às necessidades das redes públicas e comunitárias que oferecem educação escolar indígena, quilombola, no campo, educação especial inclusiva e educação bilíngue de surdos.
Coordenado pela Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi) do MEC, o programa Parfor Equidade visa aprimorar a formação de professores em serviço e aumentar o número de profissionais qualificados atendendo a esses grupos vulneráveis na educação. O primeiro edital do programa pretende formar 2 mil pessoas, com um investimento total de R$ 135 milhões ao longo de cinco anos.
Os cursos oferecidos pelo Parfor Equidade abrangem diversas áreas, incluindo Pedagogia Intercultural Indígena, Licenciatura Intercultural Indígena, Licenciatura em Educação do Campo, Licenciatura em Educação Escolar Quilombola, Licenciatura em Educação Especial Inclusiva e Licenciatura em Educação Bilíngue de Surdos.
Uma das características mais importantes do programa é a reserva de vagas para professores da rede pública que já atuam na área do curso. Pelo menos 50% das vagas serão destinadas a esses profissionais, com foco especial em grupos indígenas, quilombolas, negros ou pardos, populações do campo, pessoas surdas e o público-alvo da educação especial. Para candidatos que não pertençam a esses grupos, haverá um processo seletivo conduzido por cada instituição de ensino, também com cotas destinadas aos mesmos grupos mencionados anteriormente.
O lançamento do Parfor Equidade representa um passo importante na busca pela equidade na educação brasileira, garantindo que professores estejam devidamente preparados para atender às necessidades específicas de alunos em situações de vulnerabilidade. Além disso, a iniciativa contribuirá para a melhoria da qualidade do ensino oferecido nas comunidades indígenas, quilombolas, no campo e para alunos com necessidades especiais, promovendo, assim, uma educação mais inclusiva e justa em todo o país.
Enem

Ministro da Educação confirma manutenção do Enem em 2024 e envio de PL para reforma do Ensino Médio

Debate sobre o Novo Ensino Médio e suas mudanças ganha destaque no cenário educacional brasileiro

Enem
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
O ministro da Educação, Camilo Santana, anunciou hoje que não haverá mudanças significativas no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2024, dissipando expectativas de um formato diferente alinhado com o Novo Ensino Médio (NEM). Santana afirmou que o Enem permanecerá inalterado nos próximos anos, deixando claro que “nem agora, nem em 2024” ocorrerão reformas no exame.
As mudanças no Enem, que estavam em pauta devido às transformações no currículo e nas disciplinas optativas introduzidas pelo NEM, serão discutidas no contexto do próximo Plano Nacional de Educação (PNE). O ministro explicou que a revisão do PNE ocorre a cada dez anos para estabelecer metas e diretrizes para a educação nacional, mas o envio do projeto ao Legislativo está atrasado.
Quanto ao Novo Ensino Médio, Camilo Santana revelou que, embora não haja mudanças previstas para o próximo ano devido à falta de tempo, um projeto de lei será enviado ao Congresso para propor importantes alterações no modelo. Estas mudanças incluem itinerários formativos mais restritos, o retorno à carga horária de 2.400 horas para as disciplinas da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e a opção pelo ensino técnico integral com 2.100 horas de carga horária na formação geral.
As discussões sobre essas reformas foram temporariamente suspensas devido às críticas ao novo formato de ensino em escolas do país, com alguns setores defendendo sua revogação. As propostas de alteração no Novo Ensino Médio surgiram após o trabalho de um grupo de estudo composto por representantes do setor educacional, criado pelo Ministério da Educação (MEC) para lidar com a complexa tarefa de reformular o sistema educacional.
Dependendo do que for aprovado no Congresso Nacional, está prevista uma fase de transição para os alunos que já estão seguindo o Novo Ensino Médio em suas salas de aula.
Escritor Paulo Freire

Paulo Freire: 102 anos do legado na Educação

Celebrando a vida e as ideias do professor que revolucionou o ensino no Brasil e no mundo.

Escritor Paulo Freire
Foto: Divulgação

Neste dia 19 de setembro, comemoramos o centésimo segundo aniversário do nascimento de Paulo Freire, uma figura icônica na história da educação. Nascido em Recife, em 1921, Paulo Freire deixou um legado imensurável ao desenvolver um método de ensino que priorizava a vida cotidiana dos alunos, incentivando o pensamento crítico e a autonomia intelectual.

Paulo Freire teve uma infância marcada por desafios, mas foi sob o ensinamento de sua mãe, Edeltrudes Neves Freire, que aprendeu as primeiras letras, escrevendo palavras no chão de terra com gravetos no quintal de casa. A família Freire enfrentou dificuldades financeiras durante a crise de 1929 e, em 1931, mudou-se para Jaboatão dos Guararapes, em Pernambuco, após o falecimento do pai de Paulo, Joaquim Temístocles Freire.
Apesar das adversidades, Freire conseguiu concluir seus estudos no Colégio Oswaldo Cruz, em Recife, como bolsista, e em 1942 iniciou sua jornada como professor de português na mesma instituição. Embora tenha se formado em direito em 1947, escolheu dedicar sua carreira à educação, concentrando-se em ajudar os trabalhadores analfabetos e marginalizados.
Em 1947, assumiu a direção do Setor de Educação do SESI em Recife, onde entrou em contato direto com o problema do analfabetismo entre os trabalhadores e percebeu a necessidade de um programa que ensinasse a ler e escrever com base em experiências significativas para os alunos.
Sua paixão pela educação o levou a obter um doutorado em Filosofia e História da Educação em 1959. Em março de 1963, liderou um programa de alfabetização de adultos bem-sucedido em Angicos, no Rio Grande do Norte. Infelizmente, com o golpe de 1964, o programa foi interrompido, e Freire foi preso por promover ideias consideradas “subversivas e marxistas”, passando cerca de 70 dias na prisão.
Após sua libertação, Paulo Freire se exilou em vários países, incluindo Bolívia, Chile, Estados Unidos e Suíça, continuando a trabalhar em projetos de alfabetização. Ele retornou ao Brasil em 1980.
Seu livro mais famoso, “Pedagogia do Oprimido,” escrito em 1968 enquanto estava exilado no Chile, é amplamente reconhecido e suas obras foram traduzidas para mais de 20 idiomas. Freire recebeu títulos honorários de doutor de 28 universidades em diferentes países.
O método de alfabetização de adultos desenvolvido por Paulo Freire, baseado na experiência de vida dos alunos e na linguagem do cotidiano, revolucionou o ensino ao criticar as cartilhas tradicionais por não se relacionarem com a realidade dos alunos, tornando o aprendizado forçado e desinteressante.
Para Freire, a educação não se limitava a ler e escrever, mas também a usar essas habilidades para compreender o mundo e promover o pensamento crítico. Ele acreditava que tanto alunos quanto professores estão em constante aprendizado.
Paulo Freire faleceu em 2 de maio de 1997, em São Paulo, mas seu legado na educação continua vivo e respeitado em todo o mundo. Suas ideias são fundamentais para aqueles que se dedicam à alfabetização de adultos e jovens, e sua influência continua a inspirar gerações de educadores a promoverem uma educação mais inclusiva e libertadora. 

Cabo de Santo Agostinho

Programa Aprova Cabo: Reforço escolar para alunos da rede municipal

Iniciativa da Prefeitura do Cabo de Santo Agostinho busca preparar estudantes para avaliações e oportunidades educacionais.

Cabo de Santo Agostinho
Foto: Léo Domingos
O Programa Aprova Cabo está prestes a iniciar suas atividades neste sábado, dia 23 de setembro, com o objetivo de oferecer reforço escolar a alunos do 5º ao 9º ano da rede municipal de ensino. A iniciativa, promovida pela Prefeitura do Cabo de Santo Agostinho por meio da Secretaria Municipal de Educação, visa preparar os estudantes para avaliações importantes, como o Saepe (Sistema de Avaliação Educacional de Pernambuco) e o Aprova Brasil (Avaliação Nacional do Rendimento Escolar), além de aumentar suas chances de ingresso nas Escolas Técnicas Estaduais e Institutos Federais de Educação.
As aulas do Programa Aprova Cabo acontecerão aos sábados, nos turnos da manhã e tarde, e têm como meta atender mais de cinco mil estudantes da rede municipal de ensino. Para alcançar esse objetivo, serão mobilizados 120 professores, que ministrarão aulas de língua portuguesa e matemática em 100 turmas diferentes.
Essas turmas serão distribuídas em 12 polos, localizados nas escolas municipais: Eronides Soares, Manoel Davi, Paulo Freire, Reginaldo Loreto, Marivaldo Burégio, Ariosto Nunes, Madre Iva, Jason Brandão, Padre Melo, Manoel Maria Caetano, Maria Thamar e Benedito da Rocha. Durante as aulas, os estudantes receberão um kit didático, composto por caderno, livro, estojo com lápis, borracha e caneta, fornecendo-lhes recursos essenciais para o seu aprendizado.