106.634 indígenas autodeclarados vivem em Pernambuco
![]() |
Foto: Reprodução/IF Sertão PE |
![]() |
Foto: Reprodução/IF Sertão PE |
![]() |
Foto: Hesíodo Góes |
Considerando os dados do Censo e da Justiça Eleitoral, foi identificado que 10 municípios pernambucanos e o distrito de Fernando de Noronha possuem um número de eleitores maior do que a população total.
É importante ressaltar que há diferenças na contagem entre o IBGE e a Justiça Eleitoral, uma vez que o primeiro considera a população de todas as faixas etárias, enquanto o segundo conta a partir dos adolescentes de 16 e 17 anos que tiram o título, juntamente com os adultos.
No município de Salgadinho, localizado no Agreste Setentrional, o número de eleitores é 27,5% maior do que o de habitantes, representando a maior porcentagem entre os dez municípios listados:
– Brejinho: 7.875 eleitores / 7.720 população
– Calumbi: 6.690 eleitores / 5.228 população
– Fernando de Noronha: 3.415 eleitores / 3.167 população
– Itacuruba: 4.309 eleitores / 4.284 população
– Joaquim Nabuco: 13.565 eleitores / 13.269 população
– Maraial: 9.402 eleitores / 9.539 população
– Salgadinho: 7.301 eleitores / 5.727 população
– Solidão: 5.597 eleitores / 5.210 população
– Terezinha: 6.628 eleitores / 6.513 população
– Tuparetama: 8.039 eleitores / 8.005 população
– Vertente do Lério: 7.761 eleitores / 7.558 população
![]() |
Foto:Freepik |
Outras capitais, como Recife, Belo Horizonte, Fortaleza e Rio de Janeiro, também registraram diminuição. Já em São Paulo e Curitiba, houve um pequeno aumento de menos de 2%, indicando um ritmo de crescimento mais lento.
A maior redução populacional entre as capitais ocorreu em Salvador, com uma queda de 9,6% no número de habitantes. De acordo com Ricardo Ojima, pesquisador do Departamento de Demografia e Ciências Atuariais da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), essa tendência de mudanças populacionais nas grandes cidades é observada tanto no Brasil quanto no mundo.
Nos municípios próximos a Salvador, como Lauro de Freitas e Camaçari, houve um aumento no número de moradores. Considerando a capital baiana junto com os municípios vizinhos, a redução no número de habitantes cai para 4,7%, conforme aponta Ricardo Ojima.
Essa migração da capital para cidades vizinhas também é observada em Belo Horizonte, Natal e outras cidades do país. Segundo o pesquisador, há uma mudança na atração da região metropolitana, não apenas com pessoas saindo da capital em direção ao entorno, mas também com pessoas de cidades menores e outras localidades se estabelecendo nessas áreas.
Outro fator destacado pelo pesquisador é o crescimento de condomínios horizontais fechados nas áreas periféricas, que atrai as camadas de média e alta renda. Isso ocorre porque as capitais não possuem disponibilidade de terrenos para a construção desses empreendimentos.
Além disso, o desenvolvimento de atividades econômicas e serviços nos municípios do entorno das capitais é outro fator que contribui para o aumento de moradores, segundo Ricardo Ojima. Antes, esses municípios eram basicamente locais de residência, com as pessoas se deslocando diariamente para trabalhar ou estudar nas áreas centrais. Hoje, há uma complementaridade, com o surgimento de empregos e serviços nos municípios vizinhos.
O economista e pesquisador da Fundação Getúlio Vargas, Marcelo Neri, destaca que o envelhecimento da população também está relacionado à migração das capitais. Os dados do Censo 2022 mostraram que o aumento da população brasileira foi menor do que o esperado, calculado em 0,52% ao ano.
Embora algumas capitais tenham registrado crescimento populacional significativo, como Manaus, com aumento de 14,5% nos últimos 12 anos, e Brasília, João Pessoa e Boa Vista, com aumentos acima de 9%, Ricardo Ojima explica que muito provavelmente, em um futuro próximo, essas capitais também experimentarão o mesmo fenômeno observado em outras cidades, com a população se dirigindo aos municípios do entorno. Essa tendência de migração para áreas próximas das capitais é uma consequência das transformações socioeconômicas e da busca por uma melhor qualidade de vida.
É importante ressaltar que as mudanças populacionais nas capitais e em seus arredores têm implicações significativas. Elas impactam a infraestrutura urbana, os serviços públicos, o mercado imobiliário e o planejamento urbano. Com a redução da população em algumas capitais, é necessário repensar políticas de desenvolvimento e investimentos nessas regiões, além de garantir uma distribuição equitativa dos recursos para as áreas vizinhas.
Diante desse contexto, é fundamental que os órgãos responsáveis pela gestão urbana estejam atentos às dinâmicas demográficas e busquem soluções para promover um desenvolvimento mais equilibrado entre as capitais e os municípios do entorno. Isso envolve o estímulo à criação de oportunidades de trabalho, a oferta de infraestrutura adequada, a promoção de políticas habitacionais e a preservação do meio ambiente.
Em suma, as mudanças populacionais nas capitais brasileiras e a migração para os municípios do entorno são fenômenos complexos e multifacetados. Compreender essas transformações é essencial para promover um desenvolvimento sustentável e garantir uma melhor qualidade de vida para a população em todas as regiões do país.
![]() |
Foto: Divulgação Facebook |
Segundo a publicação, a população brasileira teve uma redução de aproximadamente 4 milhões de habitantes frente à prévia do Censo divulgada no final de dezembro de 2022 e 10 milhões em relação às estimativas populacionais divulgadas em 2021. Desvios muito acentuados entre a população estimada e a efetiva, conforme se mostrou neste Censo, apontam para erros de estimativas com sérias consequências para a gestão municipal. Por entender a relevância dessa radiografia para o país, a Confederação vai atuar junto ao Congresso Nacional e ao Executivo para que uma nova contagem populacional seja realizada já em 2025 a fim de levantar dados efetivos e corrigir as distorções decorrentes do levantamento.
Destaca-se que a Lei 8.184/1991, em seu art. 1°, determina que o Censo Demográfico deve ser realizado a cada dez anos, sendo que o último havia ocorrido em 2010 apresentando informações sobre número de habitantes do território nacional, características da população e como vivem os brasileiros. Já a contagem populacional é realizada a cada cinco anos com o objetivo principal de atualizar as estimativas populacionais de cada Município, mas não foi feita em 2015. Além da não realização desses levantamentos, o Censo Demográfico teve atrasos e intercorrências graves decorrentes da falta de verbas e estrutura destinadas à sua realização.
Diante disso, a CNM acompanhou com atenção e preocupação os inúmeros relatos de gestores municipais sobre problemas enfrentados na ponta durante a coleta, a exemplo da dispersão dos recenseadores, que tiveram salários pagos com atraso, da falta de qualificação de pessoal e estrutura do IBGE, e de outros problemas na coleta, e que foram refletidos nos resultados previamente divulgados pelo IBGE no final de 2022.
Pela análise da CNM, 770 Municípios vão ter perdas de coeficiente do FPM; 4.523 se mantiveram estáveis; e 249 irão ganhar. Aproximadamente 61% dos Municípios dos Estados do Amazonas e de Rondônia perderam coeficientes, seguido dos Municípios do Amapá (33%), do Pará (33%) e de Alagoas (32%). Quando se analisam os dados por Região, 29% dos Municípios do Norte perderam coeficientes, enquanto o percentual para o Nordeste é 18%; para o Centro Oeste e Sudeste, 11%; e para o Sul, 8%.
Outro ponto se refere à imputação da população (que se refere à técnica para elevar a população nas cidades em que foram observados problemas de coleta). Do total de 203 milhões de habitantes, 195 milhões foram obtidos a partir da coleta de população e 8 milhões acrescidos a partir de estimativas de imputação. A agregação dos percentuais de população imputada indica que os maiores esforços do IBGE ocorreram em São Paulo (quase 6% da população total). Também estão acima da média as cidades localizadas em Mato Grosso, Paraná, Rio de Janeiro e Mato Grosso do Sul. No outro extremo, Paraíba e Roraima apresentaram imputações inferiores a 1% da população total.
Preocupada com as fragilidades que a estimativa a partir dos dados preliminares do Censo 2022 já apontava, a CNM apresentou proposta, sancionada e transformada na Lei Complementar 198/2023, que beneficiará imediatamente 1.019 cidades. O texto mitiga as perdas imediatas dos Municípios que tiveram queda de coeficiente e repassa os ganhos para aqueles que aumentaram de faixa populacional ainda em 2023, com a obrigatoriedade de publicação de nova decisão do Tribunal de Contas da União em dez dias. A CNM também atua como amicus curiae nas ADPFs 1042 e 1043, que discutem aspectos de constitucionalidade da Decisão Normativa do TCU editada com base na contagem populacional parcial e estimativas do IBGE.
![]() |
Foto: Alfeu Tavares/Folha de Pernambuco |
Recife, a capital pernambucana, é a 12ª cidade brasileira mais densamente povoada e a segunda no estado, com 6.803,6 habitantes por quilômetro quadrado, perdendo apenas para Olinda, que ocupa a sétima posição, com 349.976 habitantes distribuídos em 41,3 km², equivalente a 8.474 habitantes por quilômetro quadrado.
Já a cidade menos povoada do estado é Parnamirim, localizada no sertão, que possui 7,13 habitantes por quilômetro quadrado, um número abaixo da média nacional, que é de 23,86 habitantes por quilômetro quadrado. O levantamento ainda revelou que Pernambuco é o sétimo estado com o maior número de domicílios no Brasil. O número de domicílios cresceu 36%, passando de 2.993.825 lares em 2010 para 4.094.799 no Censo 2022. Essa tendência de crescimento foi vista em todos os estados do país, que avançou 34% nesse quesito.
Outra tendência nacional observada foi a média de moradores por domicílio particular permanente ocupado. Em Pernambuco, o número caiu de 3,44 em 2010 para 2,83 em 2022, deixando o estado em 15º lugar nesse aspecto. Em Recife, o número de domicílios recenseados aumentou 25,1% entre os censos, ocupando a 11ª posição entre o número de cidades recenseadas.
Com relação ao uso dos domicílios, Santa Filomena, no Sertão, tem a maior quantidade de lares vagos, representando 24,9% do total. Já a Ilha de Itamaracá é o município com o maior número de domicílios de uso ocasional, um grupo composto, em sua maioria, por residências de veraneio ou casas de campo, representando um total de 60%.
![]() |
Foto: Internet |
No entanto, a análise da série histórica do Censo mostra uma redução na taxa média anual de crescimento desde os anos 1960. Em 2022, essa taxa foi inferior à metade do valor registrado em 2010 (1,17%). Segundo Luciano Duarte, coordenador técnico do Censo, o crescimento médio anual em 2022 foi de 0,52%, a menor taxa observada na série.
O Brasil alcançou a marca de 203.062.512 habitantes, conforme o Censo 2022, representando um crescimento de 6,5% em relação ao Censo Demográfico de 2010, equivalente a 12.306.713 pessoas. Nos últimos 12 anos, a população recenseada aumentou em 12,3 milhões, segundo o IBGE.
A região Sudeste continua sendo a mais populosa do país, com 84,8 milhões de habitantes em 2022, aproximadamente metade da população nacional e correspondendo a 41,8% dos brasileiros no país.
![]() |
Arte: Agência Brasil |
Com 84,8 milhões de habitantes, a Região
Sudeste se manteve como a mais populosa. O total de habitantes equivale a
41,8% da população do país. Na sequência estão o Nordeste (26,9%), Sul
(14,7%) e o Norte (8,5%). A região menos populosa é a Centro-Oeste, com
16,3 milhões de habitantes ou 8,02% da população do país.
Se levar em conta a comparação dos censos
demográficos de 2010 e 2022, o crescimento anual da população não
ocorreu de maneira uniforme entre as grandes regiões. Embora seja menos
populoso, o Centro-Oeste registrou maior crescimento, resultando em taxa
média de 1,2% ao ano nos últimos 12 anos.
“Na composição da taxa de crescimento anual,
por região, observamos que o Norte, que mais crescia entre o Censo 1991
e 2000 e entre 2000 e 2010, perde o posto para o Centro-Oeste que,
nesta década, ao longo dos últimos 12 anos, registrou crescimento de 23%
ao ano”, disse o gerente técnico do Censo 2022, Luciano Tavares Duarte,
em entrevista para apresentação dos resultados.
Os menores crescimentos populacionais ficaram com o Nordeste e o Sudeste. A taxa é menor que a média do Brasil, de 0,52% ao ano.
“Seguindo a tendência histórica de redução
de crescimento da população total, as taxas calculadas para as cinco
grandes regiões são mais baixas que aquelas estimadas para os dois
períodos intercensitários anteriores”, observou o IBGE.
São Paulo, Minas Gerais e o Rio de Janeiro
são os três estados mais populosos do país e concentram 39,9% da
população. “Só o estado de São Paulo, com 44 milhões 420 mil 459 pessoas
recenseadas, representando 21%, representa um quinto da população”,
mostrou o gerente.
Na sequência ficaram a Bahia, o Paraná e Rio
Grande do Sul. Em sentido oposto estão os estados localizados na
fronteira norte do Brasil., entre eles Roraima, que segue como o estado
menos populoso (com 636 303 habitantes), seguido do Amapá e do Acre. O
Censo 2022 mostra ainda que 14 estados e o DF tiveram taxas médias de
crescimento anual acima da média nacional (0,52%) entre 2010 e 2022.
Apesar de ser o menos populoso, o estado com
maior crescimento populacional foi Roraima, onde a taxa de crescimento
média anual chegou a 2,92% no período, único a superar a marca dos 2% ao
ano.
Houve aumento também no número de domicílios
do país. Conforme o Censo 2022, a alta é de 34% ante o Censo 2010,
totalizando 90,7 milhões. As unidades domiciliares foram classificadas
na pesquisa atual em categorias, de acordo com sua espécie. O critério
levou em consideração a situação de seus moradores na data de referência
da operação. As categorias são domicílios particulares permanentes
ocupados, domicílios de uso ocasional, domicílios vagos, domicílios
particulares improvisados ocupados e domicílios coletivos com moradores e
sem moradores.
![]() |
Arte: Agência Brasil |
Os domicílios particulares permanentes vagos
cresceram 87% e atingiram 11,4 milhões. Já os de uso ocasional, em
12 anos, aumentaram 70%, chegando a 6,7 milhões. Desde 2010, os
domicílios particulares permanentes ocupados aumentaram 26% e os não
ocupados, 80%. “Existe uma diferença no crescimento entre os domicílios
que estavam habitados e os não habitados, aumentando de 10 milhões para
18 milhões”, disse o gerente.
“O vago é o domicílio que está para alugar
ou para vender, efetivamente vazio, e o ocasional, em sua maioria, é
composto por domicílios de veraneio. A gente teve um aumento tanto nos
domicílios que estão vazios, quanto nos que são utilizados para
veraneio”.
No total de unidades domiciliares
recenseadas em 2022, 90,6 milhões eram domicílios particulares
permanentes, 66 mil domicílios particulares improvisados e 105 mil
domicílios coletivos. A média de moradores por domicílio no país é de
2,79 pessoas. Esse resultado representa queda em relação ao Censo de
2010. Naquela época, a média era de 3,31 moradores por domicílio.
Ainda de acordo com o Censo 2022, entre os
permanentes, 72,4 milhões ou 80% estavam ocupados. Mesmo com o avanço do
número absoluto de domicílios particulares permanentes ocupados, frente
a 2010, a proporção de ocupação dos domicílios particulares permanentes
recuou. Segundo o IBGE, em 2010 havia 57,3 milhões de domicílios
particulares permanentes ocupados, o que representa 85,1% do total de
domicílios particulares permanentes.
Por regiões, o Censo 2022 mostrou variações
na ocorrência proporcional de domicílios particulares permanentes vagos.
Enquanto na Norte ficou em 12,6%, no Nordeste foi 15,0%, no Sudeste
11,9%, no Sul 10,5% e no Centro-Oeste 12,6%. “A Região Nordeste se
destaca como a de mais elevado percentual, assim como ocorreu em 2010,
sobretudo em municípios localizados no interior. Os estados com maior e
menor percentual de domicílios particulares vagos foram,
respectivamente, Rondônia (com 16,7%) e Santa Catarina (8,8%)”.
A densidade demográfica do país na última
pesquisa censitária foi estimada em 23,8 habitantes por quilômetro
quadrado (km²).De acordo com o IBGE, esse número continua desigual entre
as regiões. “No Norte, que tem área de 3 850 593 km², ou 45,2% do
território do país, a densidade é de 4,5 habitantes/km². Já na região
mais populosa, o Sudeste, a média é de 91,8 habitantes por quilômetro
quadrado”, relatou o órgão.
A densidade domiciliar, que é representada
pela relação entre moradores nos domicílios particulares permanentes
ocupados e o número de domicílios particulares permanentes ocupados,
recuou 18,7% no período censitário de 2022, índice mais acentuado que os
13,5% notificados entre os censos 2000 e 2010, passando de 3,3, em
2010, para 2,8, em 2022.
A maior densidade domiciliar (3,3 moradores
por domicílio) foi registrada na Região Norte, enquanto a Sul foi a
menor (2,6 moradores por domicílio). No contexto estadual, as médias
oscilam entre 2,5, no Rio Grande do Sul, e 3,6, nos estados do Amazonas e
Amapá. “Apenas sete estados têm média de moradores por domicílio maior
ou igual a 3: os já citados Amazonas e Amapá, Roraima, Pará, Maranhão,
Acre e Piauí”, informou o IBGE.
Ao todo, foram aplicados 62.388.143
questionários básicos, o que representou 88,9%. Nesse questionário havia
26 quesitos e o tempo de aplicação era de seis minutos. Já o ampliado
levava 16 minutos e tinha 77 questões. Nesse modelo foram 7.772.064, ou
11,1%.
Ag Brasil
![]() |
Foto: Tânia Rego / Agência Brasil |